Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 08/10/2020
A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão do esgotamento físico ligado a vida profissional. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão da síndrome de burnout, que persiste influenciado por um mercado de trabalho competitivo e pelo negligência com o autocuidado.
Em primeira análise, a competitividade mercadológica mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De acordo com dados da International Stress Management Association (ISMA), três décimos dos trabalhadores sofrem de esgotamento mental devido ao excesso de trabalho. Com esses dados, é possível analisar que o brasileiro passa cada vez mais horas no serviço, pois a necessidade de ser produtivo em decorrência do capitalismo coloca a frente aqueles que se doam mais para render mais, fomentando o pensamento de que “se não quer trabalhar, tem quem queira”.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de cuidado com a saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Apesar desse conceito, a população entende saúde apenas como bem estar físico, deixando de lado o bem estar mental. Portanto, faz-se necessário que o paradigma de que viver para trabalhar seja substituído por trabalhar para viver, pois o equilíbrio é fundamental para que o esgotamento mental não interfira no desempenho profissional nem na vida pessoal.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Portanto, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops”, em empresas e entidades públicas sobre a importância do autocuidado para a saúde mental e para o equilíbrio na vida pessoal e profissional. Tais atividades devem ser direcionadas aos funcionários, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que o cuidado com a saúde seja uma prática presente em situações de esgotamento mental.