Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 10/10/2020

A  Revolução Industrial provocou inúmeras mudanças na sociedade, principalmente, nas relações de trabalho . E desde então, essa relação vem se modificando e acompanhando os avanços da sociedade capitalista. Porém, essas mudança provoca algumas consequências negativas como a Síndrome de Burnout que gera, não só prejuízos na saúde física e mental, mas também nas relações pessoais dos trabalhadores.

Nesse viés, é imprescindível destacar que os prejuízos na saúde física e mental advindos das relações de trabalho, estão diretamente relacionados aos moldes capitalistas e globalizados, que exigem dos empregados maior produtividade e desempenho. Como afirma o filósofo sul-coreano Byung-Chul, na teoria da sociedade de desempenho que diz que a produtividade se torna um dever aos indivíduos, e isso gera problemas como a síndrome de Burnout. Infelizmente, essa síndrome gera sintomas como ansiedade, depressão, aumento da pressão arterial, entre outros. E de acordo com dados da International Stress Management Association, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com essa síndrome. Diante do exposto, faz-se necessário medidas para amenizar esse problema.

Ademais, é indispensável evidenciar que a síndrome de Burnout, além de ocasionar o esgotamento profissional, físico e mental, prejudica também as relações pessoais dos funcionários, uma vez que todo cansaço e esgotamento é levado para os ambientes pessoais, afetando as relações familiares, amorosas e outras. O funcionário não consegue se desvincular do âmbito profissional. Como é mostrado no filme “Um Dia De Fúria”, que explicita como as relações de trabalho afeta à vida pessoal do empregado. Em vista disso, é preciso medidas para atenuar esse problema.

Destarte, é notório que a síndrome de Burnout gera problemas na saúde física e mental e nas relações pessoais dos funcionários. Logo, urge que o Ministério da saúde crie diretrizes para os Centros de Atenção Psicossocial, que insiram tratamentos para a síndrome de Burnout, para que todos tenham acesso aos tratamentos e os sintomas sejam erradicados. Cabe também que as empresas insiram no setor de recursos humanos psicólogos e atividades interativas entre os funcionários, a fim de que o ambiente de trabalho e as suas relações  se tornem  mais leves e prazerosas, evitando assim o esgotamento profissional, e consequentemente  preservar as relações pessoais dos empregados. Sendo assim, as modificações e consequências negativas ocasionadas pelas mudanças nas relações de trabalho serão atenuados.