Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 09/10/2020
Na série “Todo Mundo Odeia o Chris”, Julius, pai de Chris, possui três empregos, os quais resultam na sua diminuição do sono e o faz acordar às 3 da manhã. Analogamente, parte da população brasileira realiza essa rotina, pois, caso contrário, não existiria a Síndrome de Burnout, porém, o que muitos não sabem, é que o problema tem raízes antigas. Desse modo, cabe discutir sobre a origem de uma das causas desse obstáculo: o vício acumulativo dos chefes e a sua fortificação devido à evolução tecnológica.
A priori, é importante ressaltar a compulsão e a exploração dos donos das empresas décadas atrás. No livro “Vidas Secas”, do escritor brasileiro Graciliano Ramos, o pai de uma família migrante submeteu-se ao trabalho de um fazendeiro aproveitador. Nesse viés, é indubitável que nos anos 30, período que o escritor criou a obra, já existia tal conjuntura, visto que a característica principal de Graciliano era denunciar a vida social do país. Logo, é inegável que esses atos da época fizerem surgir ramificações, como a alta cobrança de trabalho dos líderes, que precisa ser combatida.
Por conseguinte, urge discutir a respeito dos resultados desses caminhos gerados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de brasileiros que sofrem com a Síndrome de Burnout chegou à casa dos 30 milhões. Dessarte, cabe destacar que a elevação desses dados é graças à constante integração técnica, pois, como diz o físico Albert Einstein: a tecnologia ultrapassou a humanidade. Por essa visão, a chegada excessiva de cobranças nos meios de comunicações, por exemplo, agrava a doença, já que o peso de ordens acumula e, como consequência, os esgotamentos físico e mental são corroborados.
Infere-se, portanto, a minimização desse problema na nação. Destarte, é mister que a OMS, em parceria com a Secretaria do Trabalho, criem o programa “Mente Vazia”, o qual irá executar reuniões, por meio de profissionais capacitados, a fim de ouvir sobre o cotidiano de funcionários e, com isso, resolver as desigualdades no ambiente laboral. No mais, será o plano inicial para evitar situação como a do Brasil no século XX.