Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 09/10/2020

Diante de um mercado de trabalho competitivo, com cada vez mais pressão em busca da produtividade em massa, muitos profissionais acabam prejudicados físico e mentalmente. Assim, apresenta-se como crescente problemática na vida laborial moderna a Síndrome de Burnout, que é, em outras palavras, o descrito cenário de estresse e esgotamento advindos do serviço. Então, frente às dificuldades citadas, levanta-se a importância do debate sobre este transtorno e suas consequências ligadas à vida profissional.

Em primeira análise, a Síndrome De Burnout, descrita como um estresse crônico vinculado ao trabalho, em 1974, pelo psicólogo Freudenbergerc, estará presente na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11), da Organização Mundial da Saúde. Segundo dados do International Stress Management Association (aqui chamado ISMA Brasil), a estimativa de 33 milhões de brasileiros que sofrem da síndrome, relaciona-se, de forma direta, com a posição do Brasil como segundo “país mais estressado” do mundo. A partir de tal pressuposto, a também chamada de Síndrome do Esgotamento Profissional atinge três a cada dez trabalhadores no país. Então, a exposição de tamanha parcela da população a esse constante estresse laborial é um risco à saúde mental e física destes trabalhadores.

Acrescenta-se que, dentre as principais dificuldades em lidar com a situação, está não apenas a demanda da empresa, mas a também a pressão do indivíduo sobre si, na busca pelo sucesso financeiro e com a expectativa de que este signifique também sucesso pessoal, o que, normalmente, não é verdade. Vale inferir que há uma má gestão por parte de muitas instituições que, desreguladamente, apresentam metas e objetivos que geram pressão, ou até mesmo competitividade, o que não é benéfico nem para a empresa nem seu funcionário, onde, pelo contrário, a produtividade cairá por causa da sensação de “incompetência”. Ao mudar essa situação, objetivo de empresas como o Google e muitas startups, o colaborador - termo mais adequado que “empregado”- sente-se parte do que faz e preza melhor tanto pela vida particular quanto profissional.

Portanto, tendo em vista as questões citadas sobre o esgotamento físico e mental apontadas na Síndrome de Burnout, é imprescindível, por parte das empresas e corporações, através de especialistas da saúde mental, fornecer atendimentos periódicos aos funcionários, com o intuito de diagnosticar possíveis problemas na empresa ou com seus colaboradores. Também, por parte do indivíduo, faz-se importante o cuidado ao conciliar a vida pessoal e a profissional, através de um bom planejamento, para não prejudicar o bem-estar, onde, visa-se, por meio dessas medidas, diminuir os índices de estresse e esgotamento físico e mental por causas laborais na sociedade.