Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 10/10/2020
A Constituição Federal, maior de ordenamento jurídico brasileiro, assegura o direito ao trabalho e à saúde ao cidadão brasileiro, cabendo aos dois princípios andarem concomitantemente. Entretanto, a constante presença de situações degradantes no ambiente de serviço, faz com que os trabalhadores desenvolvam vários transtornos, como o esgotamento profissional. Dessa forma, essa situação é intensificada ora por situações estressantes e degradantes, que exige máximo de esforço, ora pela negligência das empresas quanto à problemática. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.
A princípio, é válido salientar que, biologicamente, o estresse ocorre devido a liberação de hormônios, como adrenalina e cortisol, pelo corpo, preparando-o para uma ação física. De maneira análoga, quando inseridos em situações conflitantes, o trabalhador produz esses componentes químicos que, em excesso e periodicamente, causarão o cansaço e o esgotamento, fazendo-o tornar-se raivoso e comprometer afetividade de suas funções de serviço. Como, a título de exemplo, tem-se os profissionais da saúde que, em ocasiões de pandemia, lidam com a ausência de aparatos médicos, pressão e mortes cotidianas, aumentando a Síndrome de Burnout. No filme norte-americano Angry Birds, mostra o pássaro Red que vive sempre estressado e furiosos, principalmente no âmbito de trabalho, o qual agem por impulso e prejudica a si e aos colegas, mostrando como a ficção imita à realidade.
Outrossim, o arcabouço de banalidade do mal, postulado por Hannah Arendt, afirma que o Estado negligência situações problemáticas na sociedade. Do mesmo modo, parafraseando ao postulado, as empresas trivializam o bem-estar dos funcionários, exigindo sempre o melhor e o máximo empenho, mas não contribuiu com atividades ou descansos dignos que visem suas recuperações, propiciando ao desenvolvimento da Síndrome de Bornout. Segundo pesquisa do G1, 32% dos empregados sofrem com a síndrome, evidenciando que quando o cansaço é regra, a boa saúde é exceção.
Por conseguinte, compete ao Ministério do Trabalho, em parceria com as empresas público-privadas, capacitar profissionais a, por meio de oficinas e dinâmicas, fornecerem apoio psicológico aos trabalhadores, a fim de evitar complicações e manter a eficiência nos locais de trabalho. E só assim, com medidas graduais e progressivas, diminuir os casos de esgotamento profissional e fazer valer a Carta Magna de 1988.