Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 12/10/2020
Em 1929, houve a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em que o mundo passou por uma intensa crise econômica, que gerou um grande desemprego. Dessa forma, esse medo da demissão aflige todos os trabalhadores. Assim, esses possuem uma abundante cobrança interna, o que ocasiona em desgastes físicos e psicológicos.
Nesse contexto, para muitas pessoas ser o funcionário perfeito é um grande desejo, e isso gera a síndrome de burnout, por causa da cobrança extrema existente no indivíduo. Logo, esses colocam o trabalho em primeiro plano, então deixam a vida pessoal para melhorarem a profissional, acabam usando horários de folga para resolver questões de serviço, tentam adiantar as tarefas para estarem sempre na frente, o que faz o pensamento estar sempre no trabalho. Conforme Friedrich Nietzsche, filósofo, uma pessoa continua a trabalhar porque o trabalho é uma forma de diversão, mas deve ter cuidado para não deixar tornar-se demasiado. Com isso, os indivíduos não podem sobrecarregarem-se, não colocarem o serviço como a maior prioridade, só porque têm medo da demissão e o fato de quererem ser um trabalhador exemplar, pois gerará situações muito piores.
Em virtude dos acontecimentos relatados, essa demanda própria que as pessoas têm gera problemas para a vida pessoal, que são os desgastes na saúde. Segundo a psiquiatra Licia Oliveira, a doença ocorre em um conjunto de personalidade e condições ambientais, obviamente, uma pessoa que não tolera frustrações, está mais propensa a desenvolver o Burnout. Desse modo, questões físicas aparecem, como: cansaço extremo, doenças geradas pela falta de atividade física e entre outros fatores. Ademais, existem distúrbios psicológicos, que são desenvolvidos pelo fato de colocarem o serviço em todos os âmbitos da vida, diante disso, a ansiedade, depressão, insônia e estresse, tomam os pensamentos da pessoa.
Portanto, para amenizar o fato dos indivíduos colocarem o trabalho como prioridade de vida e a desenvoltura de problemas de saúde, cabe às empresas fazerem projetos que mostrem apoio para os funcionários, por meio de palestras com psicólogos, que irão relatar sobre a importância das outras atividades na vida de um profissional, que eles não devem colocar o serviço na frente delas, para que os trabalhadores não tenham uma grande cobrança. Já para os funcionários que desenvolveram desgastes na saúde por causa do emprego, os profissionais especializados devem também fazer tratamentos direcionados com esses indivíduos, para assim eles vencerem essas barreiras.