Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 16/10/2020

A partir do olhar sociológico lançado por Émille Durkhein, é possível compreender que os atores sociais, mais que formadores de uma sociedade, configuram-se como produto dela. Nessa lógica observa-se que o indivíduo não se constituí como sujeito, então, ao se discutir o esgotamento físico e mental ligado à vida dos profissionais, á Síndrome de Burnout hodiernamente, é preciso considerar os efeitos desse processo. Diante disso, é fundamental analisar de que modo essa realidade impacta a saúde e qualidade de vida dos profissionais e verificar de que modo é possível transmutar essa realidade para que superar essa realidade.

Mormente é fulcral analisar a cobrança pela hiper produtividade, advento das tecnologias de informação que estão afetando cada vez mais o psicológico dos indivíduos. Por um lado temos mais acesso a informações, por outro temos que acompanhar o ritmo de máquinas e tecnologias para continuar no mercado de trabalho. O mais importante, nesse caso, é refletir sobre a concepção apresentado por Durkhein, de acordo com o pensador o fato social é a maneira coletiva de pensar e agir.Vê-se, com isso, que os trabalhadores atuais estão em um ciclo exagerado de trabalho, muitas vezes fazendo mais do que podem para sustentar empregos e consequentemente sua família, gerando grande dano em sua vida.

Outra questão relevante, nesse debate, é o fato de que essa distopia começa desde a infância e é constantemente normalizada pela sociedade. A par dessa ideia, é possível confirmar o pensamento proposto por Immanuel Kant. Na percepção do pensador prussiano, o homem, não é nada além daquilo que a educação faz dele. Isso significa que o ponto de partida para mudança está na abordagem educacional para que o sujeito saiba como utilizar os mecanismos de tecnologia a favor e não como um ciclo vicioso de produtividade utópica. Assim, quando o indivíduo terá mais poder na percepção de seus limites e sua produtividade.

Todo esse contexto exige medidas públicas conscientes. É fundamental, portanto, a criação de oficinas educativas, pelas prefeituras, visando à elucidação das massas sobre o autoconhecimento, por meio de palestras de sociólogos que orientem esses sujeitos. Ademais, é vital a capacitação dos professores e dos pedagogos, pelo Ministério da Educação, com o fito de instruir sobre a importância de momentos em que se silencia para escutar o corpo.  Utilizando cursos e métodos para acolher como a prática de Yoga nas aulas de educação física e incentivar a sua continuidade em suas casa com a família, a fim de elevar a visualização pelo corpo social.  e de fato formadores do organismo social.