Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 13/10/2020
Na série do canal “Pés descalços”, é abordada a transformação do estilo de vida de Robson e Izabel Lunardi, cuja proveniência foi o aparecimento em ambos da Síndrome de Burnout. Tal condição se refere ao esgotamento físico e mental vinculados às atividades profissionais, que são provocados, primordialmente, pelo excesso laboral e o uso desregrado da tecnologia para contato com o trabalhador. Nesse contexto, é fundamental discutir os fatores contribuintes para a problemática e soluções profiláticas contra a instalação dessa desordem.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a competição no mercado por cargos melhores e, consequentemente, por maior retorno financeiro, é colaborador da formação dessa adversidade. Sob esse viés, assim como dito pelo filósofo chinês Confúcio, o homem se permite ter a saúde declinada para conseguir dinheiro e, em seguida, investe dinheiro para alcançar a saúde. Nessa lógica, o indivíduo vítima dessa engrenagem acaba por exceder na execução da demanda e, posteriormente, precisa procurar tratamento para as alterações físicas e emocionais ocasionadas. Logo, é indubitável que a saúde do trabalhador deve ser colocada em pauta em discussões em âmbito laboral, contrapondo-se às questões de divisão e andamento do trabalho.
Em segundo lugar, convém ressaltar que a cultura que prevê a aceitação do uso da tecnologia para acessibilidade permanente ao trabalhador é destaque na geração de estresse ao empregado. Em 1946, a Organização Mundial de Saúde definiu que saúde não é apenas a falta da enfermidade, e sim um conjunto formador de bem-estar. Nesse sentido, o tempo de lazer é comprometido diante da ansiedade de conferir os meios de comunicação em busca de responder à demanda esperada, configurando-se em uma ferida às condições ideais promotoras de bem-estar. Portanto, é incontrovertível que a manutenção dessa cultura tende a dar continuidade ao prejuízo à saúde mental, como o acometimento da Síndrome de Burnout.
Destarte, é fundamental que medidas sejam tomadas a fim de impedir a permissividade de fatores colaboradores para o surgimento da Síndrome de Burnout. Sob essa ótica, as empresas devem investir na condição psicológica de seus membros, com a providência de equipes multidisciplinares que têm o papel de instruir os funcionários em todas as hierarquias, por meio de dinâmicas e palestras, sobre o impacto do excesso de atividades na vida pessoal e rendimento do trabalho, com o intuito de reorganizar o esquema de divisão do trabalho e prazos. Dessa forma, iniciar-se-á uma nova forma de trabalho, com maior qualidade para todos.