Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 18/10/2020
Descrita pela primeira vez em 1974, por um médico americano, a Síndrome de Burnout é o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional. Essa situação é reflexo da constante pressão para a ascensão no mercado de trabalho e de demandas excessivas relacionadas as questões sociais. Nesse contexto, crê-se que o modelo atual em que está consolidado o capitalismo e problemas sociais que exijam uma carga horária intensiva são as grandes razões para esse problema.
Cabe mencionar, em primeiro plano, que o atual modelo de capitalismo está impondo às pessoas novas relações de trabalho que estão agravando situações como a Síndrome de Burnout. Isso porque a sociedade contemporânea está voltada para a alta produção, consumo exagerado e geração de lucro de tal forma que os trabalhadores encontram-se, em grande parte, exaustos fisicamente e sem auxílio psicológico para suportar a demanda. Em virtude disso, a OMS(Organização Mundial de Saúde) descreve a Burnout como uma síndrome resultante de um stress crônico no trabalho que não foi administrado com êxito. Partindo desse pressuposto, o excesso de trabalho, a baixa remuneração e a falta de estrutura de grande parte das empresas mundiais que não oferecem apoio psicológico aos seus empregados, para evitar gastos e obter o maior lucro, são os agravantes dessa condição.
Além disso, a carga horária intensiva decorrente de problemas sociais que exijam tal postura também colabora com a problemática do Burnout. Um exemplo disso é a pandemia da Covid-19, enfrentada no ano de 2020, que exigiu, principalmente dos profissionais de saúde, uma demanda superior do que a de costume em períodos anteriores. Aliado ao problema do excesso de carga horária há o peso social que foi a morte de mais de um milhão de pessoas, a falta de vacinas e remédios que pudessem ajudar a controlar vírus. Essa situação, levou a um aumento de 83% de Síndrome de Burnout em profissionais que estava na linha de frente desse problema, segundo um estudo divulgado no Fantástico.
Infere-se, portanto, que os motivos para a Síndrome de Burnout são diversos. Porém, para melhorar tal condição é necessário, em primeiro lugar, que a OMS juntamente com os Governos locais façam um programa de incentivo e investimento em empresas que não tenham apoio psicológicos para seus funcionários. Dessa forma, com essa ajuda, os locais de trabalho se tornaria mais humanizado e preocupado coma saúde mental das pessoa, por conseguinte, teria uma grande diminuição no número de casos. Ademais, em momentos de problemas sociais de grande impacto, os Governos locais deveriam criar um programa maior de rodízios, contratando mais profissionais, pois assim seria possível uma maior rotatividade de plantões. Dessa maneira, as pessoas que estão na linha frente teriam um tempo maior para descansar e cuidar da saúde mental e física.