Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 14/10/2020
O capitalismo modificou significativamente o mercado de trabalho, de modo que a dedicação ao serviço passou a ser associada diretamente ao sucesso profissional. Diante dessa realidade, várias pessoas dedicam a maior parte do seu dia à sua profissão, a fim de alcançarem o sucesso econômico. Entretanto, o excessivo comprometimento com o labor, pode gerar problemas de esgotamento físico e mental, o que caracteriza a Síndrome de Burnout, um distúrbio que pode gerar diversos outros prejuízos à saúde.
Em primeira análise, cabe ressaltar que o advento do sistema capitalista mudou a perspectiva do trabalho na vida urbana, de modo que, a partir da Revolução Industrial, o tempo passou por uma mercantilização, o que forçou os trabalhadores a venderem horas de serviço contínuo, a fim de conseguirem sobreviver. Essa realidade, presente na sociedade há mais de um século, tornou-se mais expressiva com o advento de novas tecnologias de comunicação, como o “Whatsapp”, que permitiram o contato com a vida laboral em qualquer ambiente, intensificando os problemas de esgotamento físico e mental.
Como consequência dessa realidade, surgem problemas de saúde que vão além da síndrome, tal como insegurança, baixa autoestima e depressão, devido a sensação de incapacidade em lidar com as tarefas. Além disso, a convivência social com a família e amigos também é prejudicada, já que toda a atenção do indivíduo é voltada para seu trabalho e a irritabilidade pode ocasionar brigas e discussões. Ademais, o distúrbio pode causar danos gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares, além do cansaço e problemas de concentração que comprometem o desempenho na vida profissional.
Portanto, pode-se concluir que a vida cotidiana do ser humano encontra-se parasitada pelo sistema capitalista, que exige muito dos trabalhadores, o que induz o surgimento da Síndrome de Burnout que tem como sintomas o esgotamento físico e psicológico. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério do Trabalho, em associação com os sindicatos, passem a instaurar normas que limitem a excessiva cobrança profissional pelos empregadores. Ademais, é preciso que as pessoas passem a organizar melhor sua rotina, estipulando horários para realização de cada afazer, de modo que consigam conciliar todas as tarefas sem esforços demasiados, a fim de garantir momentos de lazer e evitar que a a vida profissional consuma a vida pessoal.