Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 01/11/2020

O Brasil é um dos países com maiores índices de doenças mentais no mundo de acordo com dados da OMS, consoante com isso problemas bem como a Síndrome de Burnout, ou seja, o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional ainda são problemas a serem vencidos. Nesse liame, tais fenômenos se desencadeiam pela hostilização do trabalhador no sistema capitalista, que prioriza a produção do funcionário ao invés de sua saúde física ou mental, somada ao forte estímulo pela competitividade em meios corporativos e a busca descontrolada por ascensão.

A priori, vale destacar que desde os primórdios do capitalismo, a exploração trabalhista existe. A exemplo, tem-se a  primeira Revolução Industrial, que ocorreu no começo do século 18 e se caracterizou pela alta exploração e a precarização dos trabalhadores. Assim tal período histórico é retratado no filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, que explicita a desumanização do trabalhador ao representar um operário após o período de trabalho ainda repetindo os movimentos feitos na linha de produção, de forma robótica. Decerto, a inversão de valores e a priorização da produção é nociva para os trabalhadores, implantando neles a sensação de insuficiencia o que causa o ciclo de esgotamento.

Ademais, o meio comporativo tem se tornado cada vez mais um espaço competitivo. Recentemente, o site IBC coaching publicou uma reportagem apontando o crescimento da competição até mesmo entre equipes do mesmo departamento. Além de afetar a harmonia no espaço de trabalho, tal sentimento competitivo agrava ainda mais a falsa necessidade dos funcionários pelo trabalho em excesso, desencadeando estresse e ansiedade por acreditarem que o foco principal é a competição e não  qualidade e o bom desempenho de suas funções.

Portanto depreende-se que para que o cenário retratado por Chaplin mude, são necessárias medidas. Por isso, caberá ao Ministério da Saúde disponibilizar, mensalmente, um atendimento gratuito com psicólogos, tanto em hospitais como em faculdades com cursos da área da saúde, a fim de melhorar a saúde mental, revertendo os quadros de ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout nesses profissionais-pacientes. Concomitante a isso, o Ministério da Fazenda deverá destinar maior porcentagem do Produto Interno Bruto para a saúde, sanando as necessidades dos hospitais quanto a leitos, medicamentos e aparelhos. Dessa forma, tratando das causas e consequências, pode ser que, de fato, esses pacientes possuam uma melhor qualidade de vida pessoal e profissional.