Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 20/10/2020

Trabalho Doentio

A Revolução Industrial no século XVIII e XIX, transformou a realidade de diversos trabalhadores. Da mesma forma, a globalização intensificou as relações pessoais e principalmente, as relações profissionais que proporcionaram uma cobrança excessiva por um desempenho acima da média na carreira profissional. Assim, a Síndrome de Burnout, caracterizada por esgotamento físico e mental se tornou companheira de trabalho efetiva de milhares de cidadãos, cuja causa relaciona-se com a falta de fiscalização e a busca descontrolada por ascensão.

A princípio, vale destacar que a falta de fiscalização como fator determinante de jornadas de trabalho longas e exaustivas. As condições de trabalho atuais são semelhantes às da Revolução Industrial onde os milhares de fabris não tinham condições dignas para desempenhar sua profissão. Analogamente, o não cumprimento das Leis Trabalhistas é algo cotidiano e rotineiro na sociedade hodierna e por muitas vezes ignorado denegrindo a saúde de muitas pessoas. Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema da síndrome de Bournout.

Ademais, é importante pontuar que os altos índices de demissões no país tornam o mercado de trabalho altamente competitivo, induzindo os indivíduos a assumirem altas cargas de trabalho para superaram as expectativas dos empregadores. Consonantemente a teoria do filósofo prussiano, Imanuel Kant, “O homem é o único animal voltado para o trabalho”, é notório que mesmo havendo todas as condições para que o homem não tivesse a necessidade trabalhar, este ainda precisaria de ocupações mesmo que lhe sejam penosas. A medida que as indústrias enriquecem, igualmente os empregados quando em contato com alguma adversidade desencadeiam doenças como depressão, ansiedade e problemas psicológicos uma vez que observam sua condição existencial ameaçada.              Portanto, devido ao supracitado é necessário que medidas sejam tomadas para contornar a ocorrência da síndrome de Bournout. Cabe ao Ministério do Trabalho, averiguar minunciosamente as jornadas de trabalho nas fabricas por todo o território nacional, com visitas “surpresas” e a criação de um portal on-line para denúncias anônimas a respeito de condições insalubres e abuso psicológico. Outrossim, o Poder Legislativo deve regulamentar uma lei que que obrigue as empresas a promoverem palestras a respeito das doenças aliadas ao trabalho para conscientizar seus empregados e sensibilizar os empregadores, objetivando gerar um local de trabalho digno, produtivo e amigável.