Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 15/10/2020
Com as Revoluções Industriais, o trabalho deixou de ser uma forma de obter subsídio e, tornou-se, uma esfera de realização pessoal na vida dos indivíduos. No entanto, para alcançar os objetivos de carreira, em muitas oportunidades, os trabalhadores deixam a saúde mental em segundo plano, tornando-se um problema expressivo, ao acarretar em inúmeros problemas mentais e sociais. Destarte, deve-se debater acerca da influência trabalhista na saúde dos indivíduos e da falta de aplicabilidade legislativa no que tange a garantia dos direitos dos proletários.
Nesse contexto, observa-se que a CLT brasileira não fornece os instrumentos necessários para que haja a garantia da ascensão no meio trabalhista de forma saudável aos trabalhadores. Nesse âmbito, ressalta-se que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Dessa forma, explicita-se que o Brasil não age em consonância com o órgão máximo de saúde, visto que, as condições de trabalho impostas aos trabalhadores brasileiros impedem a ascendência mental e social, pois em decorrência da pressão no ambiente de trabalho e da falta de tempo para realizar as interações sociais os indivíduos acabam por desenvolver distúrbios mentais que comprometem a saúde humana.
Outrossim, é possível observar um rombo na Legislação brasileira no que diz respeito ao cumprimento da garantia da Constituição Federal que prevê que todos os cidadãos tem direito ao acesso à saúde e ao lazer, aspectos estes que são fundamentais para a construção do bem-estar humano, sobretudo, nos trabalhadores. Nessa lógica, observa-se que a falha do Poder Legislativo em fiscalizar as ações do Poder Executivo, possibilita que este não crie as ferramentas necessárias para que os proletários tenham acesso às diretrizes asseguradas pela Carta Magna. Dessa maneira, faz-se necessário reparar o rombo na legislação para que os cidadãos tenham pleno acesso a esses direitos.
Portanto, é substancial a tomada de medidas para tornar o desenvolvimento da ascensão profissional algo sustentável. Em suma, cabe ao Ministério da Saúde - órgão máximo responsável pela vitalidade de todos os brasileiros -, junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizar apoio psicológico gratuito, por meio de consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), para que o proletariado passe a ter um apoio para guiar o avanço de carreira, sem comprometer a saúde mental. Dessa forma, os ideais de realização profissional, desenvolvido a partir das Revoluções Industriais, serão alcançados de forma saudável.