Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 15/10/2020
É inegável que produtividade e rendimento sempre foram fatores cobrados de empregados das empresas desde a primeira Revolução Industrial. Contudo, com o passar do tempo e avanço da tecnologia a mudança na forma de exigir tais fatores se estendeu e diversificou acarretando no aparecimento da Síndrome de Burnout. Essa síndrome revela um dos motivos que a ansiedade é listada como doença do século e coloca em pauta a influência da vida profissional sobre a saúde do trabalhador sendo indispensável o debate.
Mormente, é preciso contextualizar a Síndrome de Burnout para entender melhor sues precursores e suas consequências. Apesar de estar em evidência apenas agora, essa síndrome foi descrita pela primeira vez em 1974 por um psicólogo norte-americano, e traz sintomas que afetam diversas áreas da saúde do indivíduo com sono, humor, memória, dores musculares entre outros. Tal doença é resultado de uma estressante carga de trabalho, seja por demasiadas cobranças e prazos ou por busca de resultados astronômicos. Sendo assim, a síndrome afeta trabalhadores de todas as idades, sexos, gêneros e ao redor do mundo se tornando uma preocupação e realidade global que precisa ser combatida.
Em segundo plano, depois de entender, previamente, as consequências para o ser humano, é necessário pontuar como a síndrome se agravou mais nos últimos tempos e as autossabotagem das empresas que não assistem seus funcionários no combate dela. Isso porque uma boa saúde física e mental são essenciais para uma boa produtividade, gerando satisfação pessoal e crescimento da empresa, então ao negligenciar cuidados com a saúde mental e físcia sobrecarregando com metas, ordens e prazos a empresa deixa de obter resultados agradáveis. Esse cenário se tornou mais comum com o avanço da tecnologia e as disputas por mercados e posições de renomes globais, fazendo com que a síndrome se tornasse um problema hodierno mais pulsante de quando descrita a primeira vez. Portanto, evitar a síndrome nos trabalhadores é necessário para melhor desempenho profissional.
Assim exposto, é evidente que cada vez a máxima de Kant ao dizer que “pessoas precisam ser tratadas como ser humanos e não como coisas que possuem valor” urge ações que a coloquem em prática. A fim de cuidar dos trabalhadores é essencial que o Ministério da Saúde e o do Trabalho se unam em ações que visem visitar, instruir e fiscalizar grandes empresas com o objetivo de instalar projetos de prática de esportes, incentivo ao lazer e cuidados psicológicos. Também é importante que aja parceria desses Ministérios com meios de comunicação social para que haja a educação não apenas do empregador como do empregado da importância do auto cuidado.