Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 15/10/2020
Atualmente, as pessoas são motivadas a serem extremamente produtivas no trabalho. Nesse sentido, essa relação torna-se muito preocupante quando essa pressão psicológica leva ao esgotamento físico e mental, conhecido como “Síndrome de Burnout”. Com efeito, é importante analisar dois fatores atuais que contribuem para esse quadro: a desumanização da força de trabalho e as relações sociais rasas.
Em primeiro lugar, a desumanização da força de trabalho contribui para a ocorrência da Síndrome de Burnout. Nesse sentido, pode-se citar o filme “Tempos Modernos” que retrata a tamanha exigência das indústrias por produtividade diante de seus funcionários. Desse modo, como no filme, a dependência dos funcionários aos seus empregos leva-os a procurar atender essa demanda até entrarem em um estado de esgotamento, no qual perdem sua saúde mental e física. Sendo assim, isso ocorre porque mercado de trabalho atual trata tal força como uma mercadoria e a pressiona a ter uma performance quase robótica.
Em segundo lugar, a adaptação a esse ambiente tem levado a sociedade a se relacionar de maneira cada vez mais rasa. Nesse sentido, o sociólogo Bauman conceitua essa nova época como “Modernidade líquida”, na qual as pessoas tendem a ser o que elas possuem, o que torna o cenário de trabalho recorrente de frustração pessoal. Dessa forma, isso ocorre porque a busca pelo “sucesso financeiro” é vista como muito mais importante do que qualquer outro tipo de felicidade, o que impulsiona ao trabalho exaustivo e doentio, como em um ciclo vicioso.
Dessarte, medidas são necessárias para mitigar o impasse, por isso, o Ministério do Trabalho deve aumentar a fiscalização das empresas, por meio da criação do programa “motivar, sem machucar”, o qual visitará as empresas periodicamente e observará as medidas motivacionais( comissões e metas), além de fazer palestras sobre gerenciamento profissional. Com isso, poderão ser freadas as relações que possam impulsionar o trabalhador ao comportamento esgotante, os quais levariam a Síndrome de Bournot.