Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 16/10/2020

Em 1974, o psicólogo Herbert Freudenbergen descobriu, por meio de estudos e seus pacientes, a síndrome de Bournout, cujo é um problema crônico ligada ao excesso de trabalho afetando psicologicamente e fisicamente o individuo. Nesse sentido, trazendo para uma perspectiva nacional, a síndroma apresenta um elevado índice entre os brasileiros, afetando 33% dos trabalhadores em todo o país. Desta forma, deve-se analisar os fatores causadores, afim de diminuir as crescentes taxas.

A priori, é basilar inferir que o fator da concorrência como agravante desta problemática. Com o surgimento da crise econômica somada a pandemia do COVID-19, a escassez de empregos agravou-se, criando um ambiente de concorrências e altas pressões internas e assim, levando o individuo ao trabalho extremo e incessante para permanecer na vaga. deste modo, esta situação somada às desigualdades sociais crescentes, no atual contexto, faz com que pessoas, principalmente da classe média e baixa, serem as mais sujeitas a adquirir tal síndroma.

Outrossim, é válido ressaltar o impacto do Bournout nos diversos setores sociais. Segundo a pesquisa da International Stress Management Association, o Brasil está em segundo lugar no ranking de maiores estresses sofridos por trabalhadores, debilitando os, e assim, prejudicando não somente no núcleo particular do sujeito, quanto também, a economia, já que não há maiores produções.

Infere-se Portanto, que como forma de atenuar a problemática em questão, precisa-se que o Ministério de Trabalho, Secretarias Estaduais e Municipais de saúde façam debates e reuniões afim de criar um ambiente mais harmonioso e próspero para todos, diminuindo as competições e cargas de horários para os que apresentam indícios da síndrome. É necessário também que o Ministério do Trabalho determine o acompanhamento psicológico obrigatório com consultas a cada duas semanas, diminuindo a possibilidade de algum sujeito adquirir o transtorno.