Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/10/2020
A Síndrome de Burnout é o desgaste que prejudica os aspectos físicos e emocionais de uma pessoa, levando a um esgotamento profissional. Esse distúrbio foi mencionado pela primeira vez na literatura médica em 1974 e após essa menção, vários estudos passaram a ser realizados a cerca dessa condição. Hoje em dia, o transtorno é facilmente encontrado na Classificação Estatística e Internacional de Doença e Problemas Relacionados à Saúde, e afeta de forma negativa a vida de milhares de pessoas, portanto, deve receber uma maior atenção da sociedade.
Primeiramente, deve-se analisar o grupo de pessoas que é mais afetado por essa síndrome, isto é, indivíduos que geralmente possuem jornada dupla de trabalho ou trabalham excessivamente em uma mesma área. As profissões mais acometidas pelo burnout são: profissionais da área de saúde, policiais, bombeiros e professores, todos esses devido às características dos serviços realizados, em que mesmo sem estarem no local de trabalho, precisam estar aptos para desempenhar afazeres. Ao longo do dia a dia, frequentemente faz-se necessário o trabalho de especialistas em segurança pública e saúde, assim, mesmo sem estar durante seu expediente, esses seres se sentem pressionados a ajudar a população com os seus serviços.
Na sequência, é importante destacar as consequências geradas pela Síndrome de Burnout nas pessoas. Insônia, irritabilidade, ansiedade, dores de cabeça e até mesmo depressão são algumas das dificuldades que indivíduos que sofrem com essa síndrome passam, o psicológico fica totalmente fragilizado e dificulta o controle das emoções, alterando também seu desempenho tanto no trabalho quanto nos afazeres do cotidiano. É importante salientar que não são apenas trabalhadores que podem adquirir essa síndrome, mas estudantes também ,ao passar por situações de extremo estresse e pressão com o excesso de trabalhos na faculdade ou escola, desse modo, fica evidente a importância do descanso e da determinação de um tempo exato para a jornada de trabalho.
Dessa forma, o Ministério do Trabalho deve fiscalizar e garantir que as diversas áreas estão respeitando a Consolidação das Leis do Trabalho, que define como 8 horas no máximo a jornada diária de serviço, por meio de inspeções e aplicação de multas a quem não cumprir com as leis. É dever dos trabalhadores terem conhecimento sobre seus direitos trabalhistas e exigirem que seus locais de trabalho os respeitem, assim, caso algo não seja cumprido, deve-se denunciar aos órgãos públicos. Profissionais da saúde devem falar amplamente sobre a Síndrome de Burnout na mídia, dessa maneira, a sociedade poderá se conscientizar a cerca desse distúrbio e trata-lo de forma adequada, evitando, então, lidar de forma errônea como se fosse apenas um estresse causado pelo trabalho.