Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/10/2020
De um lado, mudanças nas formas de trabalho, por conta de inúmeras tecnologias. De outro, a permanência do anseio a ascensão econômica. Esse é o paradoxo criado na sociedade contemporânea, que sofre cada vez mais com a Síndrome de Burnout. Ou seja, com o desgaste físico e mental causado pela vida profissional, que devido a facilidade de comunicação a distância, o trabalhador recebe excessivas cobranças. Logo, para evitar possíveis desgastes permanentes, é fundamental separar o trabalho do lazer.
Primeiramente, é necessário apontar que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout, conforme foi informado pela International Stress Management Association (ISMA). Com isso, é notável a pressão exercida pela empresa sobre os empregados, o que não prejudica apenas o trabalhador, mas também sua produtividade dentro da corporação, pois ao estar desgastado físico e emocionalmente, certamente haverá um declínio nos resultados. Assim, manter a cobrança é um ato ilógico, que em nenhuma circunstância será benéfico nas relacões profissionais.
Ademais, com o surgimento de tecnologias e a possibildade de receber mensagens em qualquer local e horário, a jornada de trabalho que por lei da CLT(Consolidação das Leis do Trabalho) deveria ser de 8 horas, pode chegar a 24. Inclusive, esse fato foi proferido pela sócia do Nêmesis, Ana Carolina, ao dizer que: “…tecnologia é importante por permitir que tenhamos cada vez mais autonomia, porém, ao mesmo tempo, quando não sabemos organizar as atividades profissionais também pode gerar a sensação de que estamos trabalhando 24h/dia…”. Por isso, a distinção entre vida profissional e pessoal são essenciais no cotidiano para evitar o esgotamento.
Portanto, urge que a empresa, em colaboração com o RH(Recursos Humanos), por meio de mudanças na política da corporação, implantem maiores turnos de recreação, que acabarão com o desgaste do trabalhador e aumentarão a produtividade dele. Além de caber aos empregados, a denúncia ao Ministério do Trabalho, caso estejam sendo pressionados a contribuir acima da jornada trabalhista e fora do local de serviço, para assim separar o lazer do profissional. Tudo isso com a finalidade de diminuir a incidência da Síndrome de Burnout na sociedade.