Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/10/2020

O preço do exagero

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do esgotamento profissional é um distúrbio psíquico  que se caracteriza por um estado de tensão emocional e estrese causadas por condições de trabalho desgastantes. Por exemplo, professores, policiais, médicos, bombeiros e agentes penitenciários  são os mais atingidos por essa doença. Essa doença foi descrita em 1974 por um médico chamado Freudenberger, que constatou nele mesmo esse distúrbio.

O transtorno está registrado no grupo 24 do CID-11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) sendo suas  principais características o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.

Algumas atitudes de alguém que sofre dessa síndrome são ausências no trabalho, agressividade, isolamento, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, pessimismo, baixa autoestima, ansiedade, depressão e mudanças bruscas de humor. O diagnóstico da doença é basicamente clínico e leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho. A Escala Likert também ajudam a estabelecer esse diagnóstico. Cansaço, muito suor, palpitação, dores musculares, distúrbios gastrintestinais, pressão alta, insônia, crises de asma, dores de cabeça ou enxaquecas são sintomas físicos que podem estar relacionados a doença.

O tratamento da Síndrome de Burnout inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também são recomendados para ajudar a controlar os sintomas. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou mesmo tratar a Síndrome de Burnout mas para isso se deve sempre procurar ajuda profissional  e ouvir as opiniões dos familiares.