Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 19/10/2020

Com a chegada da globalização, o relacionamento do profissional com o seu trabalho foi intensificado. O fácil acesso à comunicação, por intermédio das tecnologias, findaram por resultar em uma sobrecarga de trabalho nos profissionais causando a síndrome de Burnout, consistente em um esgotamento físico e mental do indivíduo podendo acarretar em depressão. Essa sobrecarga se torna preocupante, pois com a má gestão da tecnologia somada com a falta de empatia do empregador fazem essa síndrome cada vez mais presente na sociedade, impondo que mudanças sejam necessárias.

Em uma primeira análise, observa-se que a instauração do Home Office pelas empresas, causada pela COVID-19, alterou de forma abrupta o estilo de trabalho dos profissionais. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 33 milhões de brasileiros são afetados pela síndrome de Burnout, estudo realizado antes da pandemia. Número que tende a crescer, devido ao resultado de uma carga horária de trabalho elevada a fim de suprir as demandas e resultados requeridos pelas empresas em meio ao cenário atual.

Ademais, é possível afirmar que a falta de empatia do empregador está intimamente ligada com o aumento da síndrome de Burnout. Isso é evidenciado pelo aumento da carga horária de trabalho do profissionais não se importando com os impactos ligados a saúde física e mental do colaborador. Vale ressaltar, que o profissional sob pressão e sobrecarregado traz impactos diretos na produtividade da equipe, corroborando com o pensamento de Thomas Hobbes, na qual afirma que o homem é o lobo do homem.

Infere-se, então, que a má gestão da tecnologia e com a falta de empatia do empregador são importantes vetores para o esgotamento físico e mental dos profissionais brasileiros. A fim de mitigar essa problemática, é imperativo que os Sindicatos façam as devidas fiscalizações nas condições de trabalho, por intermédio de entrevistas. À vista disso, deve criar programas de incentivos, que orientem os colaboradores para que cumpram a mesma carga horária de trabalho, na condição de Home Office, exigida em regime presencial. Agindo assim, o profissional terá espaço de tempo para lazer e atividades que o tragam bem estar.