Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 21/10/2020

Com o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, as longas jornadas de trabalho existentes nas fábricas fizeram com que o proletário se esgotasse fisicamente e mentalmente. Nesse sentido, é indubitável que ,analogamente, atualmente, os fatores como estresse e excesso de trabalho contribuem para o desenvolvimento de doenças e problemas crônicos, como a síndrome de Burnout. Isso porque há uma falha no sistema educacional e ocorre a banalização por parte das empresas relacionado aos funcionários que apresentam a Síndrome.

Sob esse viés, o sistema educacional vigente requer demasiadamente dos indivíduos, o qual ocasiona uma autocobrança exarcebada. Sendo assim, vale ressaltar que o sistema de ensino exige que os estudantes sejam os mais providos de conhecimento, sem se preocupar com a saúde mental dos alunos: longas jornadas de aulas e excesso de matérias em pouco tempo. Ainda, com processos seletivos, para que consigam aprovação em uma universidade, os quais demandam muito dos alunos, gerando sobregarga. Diante de tal contexto, os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, alegam que o modelo de educação racional atual padronizam e massificam a sociedade. Dessa forma, ocorre alienação dos indivíduos no sistema vigente e geram maior exigência para que tenham mérito no mercado, permanecendo a problemática da síndrome de Burnout.

Ademais, as empresas não apresentam empatia com seus funcionários. Nesse sentido, impõem aos profissionais para produzirem exageradamente para garantir lucro, porém não há preocupação com a saúde mental, muitos com medo de perder o emprego acabam desenvolvendo  a síndrome. Conforme  Machado de Assis, no livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, a burguesia é criticada de maneira indireta, por meio do personagem Brás, que apenas tinha o objetivo: gerar lucro e um egoísmo exarcebado. Desse modo, hodiernamente, os donos do meio de produção são individualistas, preocupando-se somente com o próprio capital, não há um pensamento coletivo e integrado, ocorrendo falta de empatia por parte dos empresários e quando há um funcionário debilitado fisicamente e mentalmente relacionado à sua profissão, seus chefes não estabelecem o descanso necessário para eles, e muitos ameaçam demissão.

Infere-se, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, o Governo Federal mediante a uma maior aplicação de investimentos, por meio de campanhas, sobre a nocividade que a síndrome de Burnout acarreta nos indivíduos (debates e propagandas na mídia), com a finalidade de garantir uma maior empatia por parte dos donos dos meios de produção e conhecimento por parte dos indivíduos para evitar de originar a síndrome. Com efeito, haverá uma sociedade mais desenvolvida.