Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 22/10/2020
Com o decorrer do desenvolvimento do DIT (divisão internacional do trabalho), constata-se um aumento da especificidade do trabalho, devido ao aumento de áreas de atuações, cujo o grau de exigências se tornou elevado. Diante disso, tais fenômenos atuam de forma direta no aumento da competitividade e pressões por parte daqueles que delegam , além de ser a principal geradora de desequilíbrios psicoemocionais, inclusive da síndrome de Burnout. Á vista disso, logo, é necessário a identificação das causas e dos efeitos de tal síndrome, para que os mesmos sejam solucionados
É relevante abordar, primeiramente, que os fatores motivadores de tal doença se deve ao elevado nível de estresse, cansaço físico e mental além da preocupação extrema. Dessa forma, o sociólogo Karl Marx afirmou que a valorização do mundo das coisas age em proporção direta a desvalorização do mundo dos homens, que em síntese, a mão de obra se torna barata comparada ao valor do produto, alimentando o sistema capitalista, tornando os empregados cada vez mais desvalorizados, sendo necessário mais esforços para que se alcance o mesmo objetivo. Logo, deve-se pontuar que as causas sociais, como pressão, desvalorização, competitividade e altos custos de vida, estão alavancando os números de sujeitos afetos, assim, é factual que o estado amenize tais fatores.
Paralelo a tais fatores, a crescente da síndrome - atingindo 60 milhões de brasileiros- gera uma diminuição da produtividade e da População economicamente ativa (PEA). Congruente a isso, para o sociólogo Durkheim a nova coletividade orgânica proporciona tanto um sentimento de falta de pertencimento quanto de funcionalidade social, sendo assim, os grupos sociais serão atingidos mediante a infuncionalidade dos afetados, acarretando em um sistema de cascata, que atingirá todo o ciclo trabalhista. Portanto, é de suma importância que o sistema empregatício mantenha a saúde mental de seus colaboradores de maneira aceitável, para que nem o indivíduo nem o coletivo sejam afetados pela síndrome.
Torna-se evidente, portanto, que o governo federal deve se atentar para as causas e efeitos negativos gerados pela síndrome de burnout. urge, sendo assim, uma ação do Ministério da Saúde, alienando os efeitos catalizadores da doença, por meio da criação de um projeto que facilite o acesso da PEA à psicólogos e psiquiatras, tornando democrático seu acesso. Além disso, cabe à esfera Excecutiva facilitar a aquisição dos benefícios mediante ao direito previsto na constituição, pois se trata de uma doença ocupacional, impedindo que o âmbito trabalhista seja totalmente prejudicado e diminua sua produtividade. Dessa forma, tanto as pessoas saudáveis quanto as afetadas possuirão seus direitos constitucionais, tornando o DIT mais eficaz e produtivo.