Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito á saúde, segurança, trabalho e ao bem estar social, no entanto a Síndrome de Burnout tem impossibilitado que uma grande parcela da população mundial desfrute verdadeiramente deste direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A nossa sociedade contemporânea tem suas raízes firmada no competitivismo, assim sendo, passamos nossa vida toda competindo contra os outros para ver quem ficará com a vaga de emprego, quem ficará com a vaga na universidade e até mesmo quem ficará em primeiro lugar em algum esporte, porém essa competitividade leva diretamente ao cansaço físico e mental constantes, a síndrome de Burnout surge intrinsecamente ligada ao estresse e esforço exagerado que é requerido do cidadão moderno, segundo a ANAMT ( Associação nacional de medicina do Trabalho) cerca de 30% da população Brasileira sofre de síndrome de Burnout.
O maior exemplo atual da síndrome de Burnout é indubitávelmente o professor, visto que ele é o profissional que além de ter que dar aulas em dois turnos também deve preparar as aulas com antecedência para um bom aprendizado de seus alunos, dessa forma levando ele ao esgotamento mental e físico. A síndrome de burnout é com certeza um dos grandes males do século junto obviamente com outras doenças psicológicas como depressão e ansiedade que também podem acompanhar o desenvolvimento da Síndrome.
Infere-se portanto que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de uma sociedade melhor, dessa forma cabe ao senado Brasileiro o desenvolvimento de leis de apoio a profissões suscetíveis a essa Síndrome como aumento do Salário e aumento dos dias de folga com a principal finalidade de termos uma sociedade mais produtiva e eficiente a longo prazo.