Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 19/10/2020

De acordo com a filósofa Hannah Arendt, ‘‘a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos’’. No entanto verifica-se uma lacuna nos direitos dos trabalhadores, que estão sofrendo excessivas pressões gerando até mesmo problemas físicos e mentais como a Síndrome de Burnout, esgotamento físico e mental ligado à vida profissional. Nesse sentido, o problema é gerado em virtude da falta de empatia das empresas e da ineficiência governamental, que não garante tais direitos.

A priori, a insensibilidade das empresas caracteriza-se como um complexo dificultador para a saúde dos trabalhadores brasileiros. Conforme Surama Jurdi, ‘‘criar conexão emocional com as pessoas gera uma vibração de coisas maravilhosas para todos que nos rodeiam’’. Nessa perspectiva, pode-se observar que as instituições não trazem como preocupação a saúde mental de seus empregados ou seus direitos, prejudicando psicofisicamente 33 milhões de brasileiros, segundo a ISMA.

Outrossim, há a falta de leis que protejam os empregados após seu horário de trabalho, pois nessa atual sociedade tecnológica mesmo depois de sua carga horária muitos funcionários recebem e têm que responder mensagens, emails e até mesmo ligações telefônicas de seus chefes, gerando um quadro de pouco descanso e muita pressão. Nesse viés, John Locke defende que ‘‘as leis fizeram-se para os homens e não para as leis’’. Dessa forma percebe-se uma irresponsabilidade governamental na fiscalização dos direitos trabalhistas.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério dos Direitos Humanos, com o apoio do MEC, deve criar uma campanha nas redes sociais, por meio de relatos de trabalhadores que têm ou já tiveram a Síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental ligado à vida profissional), a fim de reverter a falta de empatia das empresas e promover a sensibilização . Assim possivelmente, a essência que Arendt se refere seja respeitada.