Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 24/10/2020

Mundos próximos

No outro lado do mundo, o povo japonês passou por tantos suicídios devido ao excesso de trabalho que criaram o termo chamado “karoshi” que significa “morrer de tanto trabalhar” literalmente. Não obstante, no Brasil, pensamento obsessivo pelo trabalho está cada vez mais visível na sociedade. E sob esse panorama, pode-se observar os efeitos no provo brasileiro principalmente entre determinados profissionais ou pessoas mais conectadas à web.

Fica evidente que, num país de altas instabilidades econômicas como o Brasil, risco do desemprego atormenta maioria dos empregados do país. Para além, há  a pressão imposta em muitas áreas. A exemplo, o “não pode errar”, principalmente na área de saúde, como médicos e enfermeiros; ou segurança pública, policiais. Quem em paralelo a tal cobrança, muitas vezes cumprem jornadas abusivas em plantões, consequentemente, elevando o cansaço dos profissionais.

Hodiernamente, em paralelo à necessidade do aperfeiçoamento constante devido ao mercado de trabalho cada vez mais concorrido, o advento da web expôs o poder do marketing. Tal elemento, induz indivíduos a serem comparados a arquétipos utópicos de pessoas que supostamente conseguem trabalhar constantemente sem sentirem-se esgotadas física e/ou psicologicamente. É prudente apontar, que isso gera uma síndrome chamada “personalidade anancástica” a qual um cidadão torna-se obcecado pela alta performance, não admite poder falhar, descansar ou cometer qualquer erro considerado “comum”

Diante do exposto, compete às empresas contratantes do setor privado e gestores do público promoverem um acompanhamento psicológico regular de seus funcionários. A partir disso, através de consultas periódicas em local de trabalho ou online a todos os trabalhadores que aparentarem queda de desempenho produtivo sem razões de displicência. Com essa medida o excesso de autocobrança poderá ser freado no solo brasileiro.