Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 20/10/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito insofismável à saúde e ao bem-estar social. Contudo, ao notar que 30% dos trabalhadores brasileiros, segundo a International Stress Management Association (ISMA), é vitima de esgotamento físico e mental, vê-se que é indubitável o fato de que, no Brasil, parcela considerável da população é impossibilitada de desfrutar desse direito universal na prática. Isso promove a infelicidade e compromete a saúde do indivíduo, além favorecer a piora do rendimento produtivo ao contratante. Logo é preciso avaliar os fatores que compõem esse quadro.
Por certo, a educação é o principal fator na economia de um pais. Hodiernamente, ocupando a décima quinta posição na economia mundial pelo Ranking do IBGE, em Agosto de 2020, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos excessos de exigências por parte dos empregadores, que, violando a ética, impedem os indivíduos de gozar de alguns seus direitos básicos já assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Faz-se mister, ainda, salientar a necessidade de renda aliada a escassez de vagas de emprego no Brasil como impulsionador do problema, uma vez que, ainda que o trabalhador reconheça que está sendo explorado, prefere suportar sob o temor de ficar desempregado, o que resultará na falência financeira. Essa informação ganha validade por meio de uma pesquisa realizada pela Datafolha, que informa que 45% dos trabalhadores brasileiros não estão satisfeitos com seu emprego, mas preferem se manter empregados para garantir os salários e sua subsistência.
Portanto, a fim de resolver os transtornos causados pela demanda exagerada de atividades, é necessário que o Ministério da Cidadania em parceria com o Poder Legislativo, em defesa dos trabalhadores, elaborem leis que proíbam os excessos requeridos pelos contratantes, objetivando a preservação do indivíduo. Tais projetos de lei podem ser discutidos pelas entidades citadas junto ao povo, por meio de enquetes nas ruas ou mesmo digitalmente, através de organizações progressistas, como a Avaaz. Nesse sentido, o intuito de tal ação é que todos os trabalhadores que até então são social e fisiologicamente prejudicados tenham seus direitos assegurados na constituição, para que possam desfrutar de respeito, saúde e bem estar social, mantem-se assim, satisfeito e próspero.