Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 21/10/2020

O mercado hoje em dia está cada vez mais dinâmico, inquieto e ágil, fazendo com que as pessoas necessitem estar todos os dias mais atualizadas e adaptadas. A síndrome de Burnout é muito comum nas empresas unicórnio - startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares. Para chegar a esse patamar, é necessário muito trabalho e informação por parte dos maiores funcionários da companhia, muitas vezes, abdicando de saúde, lazer e tempo com os filhos. Mas será que toda essa energia gasta e complicações futuras vale a pena?

Nos tempos atuais, existe uma forte pressão, desde pequeno, para que a criança seja bem-sucedida, a qualquer custo. Quando não tira nota  suficiente na prova de matemática, fica de recuperação, mas aquele indivíduo se mostra muito interessado por artes. E desse jeito, matamos a criatividade das crianças e a colocamos num caminho que ela não queira, resultando em ansiedade, depressão, ou até mesmo suicídio.

Nos unicórnios, existe uma cultura de que a pessoa só venceu na vida se houver um indicativo de cansaço. Precisamos abolir esse pensamento.  Precisamos de força de vontade para trabalhar, mas isso não deve se manifestar através de 14, 16, 18 horas diárias de trabalho. Isso é desumano, se torna impossível ser feliz assim.

Portanto, as empresas, escolas e faculdades devem mudar a convicção de que só seremos bem-sucedidos se, ao final do dia, estivermos esgotados, através de palestras, suporte de profissionais e aulas de inteligência emocional. Se mostra necessário uma sociedade que pratique exercícios físicos, tenha uma alimentação balanceada e que viva com propósito. Caso contrário, criaremos uma geração de ansiosos, depressivos e infelizes.