Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 27/10/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea brasileira é o contrário do que o autor prega, uma vez que os desafios apresentados pela síndrome de Burnout apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse viés, analisar seriamente as raízes e frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente é fulcral pontuar que tais barreiras derivam da baixa atuação governamental,no que concerna a criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências.Segundo Thomas Hobbes,o Estado é responsável por garantir o bem estar social.Nesse sentido, a falta de campanhas que incentivem o autocuidado físico e mental dos indivíduos, favorece a perpetuação da síndrome de burnout,caracterizada pelo excesso de trabalho, e que pode gerar danos à saúde como a depressão. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar a falta de empatia por parte dos contratantes como promotor dos obstáculos. Segundo o filósofo Platão, O importante não é viver, mas viver bem. Sob essa óptica, a pressão para superar altas expectativas imposta pelos empregadores, atrelada a cobranças virtuais fora do horário de trabalho, contribui para um sentimento de trabalho infindável nos funcionários, afetando de maneira análoga seus estados mentais e a produtividade da equipe. Assim,sem consciêntização profissional, o problema persiste.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Destarte, com o intuito de mitigar o aumento de casos da síndrome de Bournot, necessita-se que o ministério da saúde, em parceria com veículos midiáticos, como a televisão e redes sociais, promova propagandas educativas, ressaltando a importância do cuidado pessoal e do momentos de lazer dos trabalhadores. Além disso, deve promover palestras e rodas de debate nas empresas sobre a relevância de um ambiente saudável para o bem estar dos funcionários, e consequentemente da empresa. Desse modo, atenuar-se á o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a utopia de More.