Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 21/10/2020

A Síndrome de Burnout, doença que afeta 33 milhões de brasileiros, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, trata-se de um estado em que o indivíduo, por excesso de atribuições e cobranças relacionadas ao trabalho, tem o seu rendimento profissional mitigado, e o seu nível de estresse elevado. Dessa maneira, é relevante estudar esse tema que afeta uma grande parcela da população, buscando compreender de que forma o mercado de trabalho contribui para sua perpetuação, bem como suas consequências para a saúde financeira e psicológica de empresas e pessoas, respectivamente.

Sabe-se que a competitividade do mercado de trabalho brasileiro figura-se como um dos cruciais fatores que motivam a enfermidade supracitada. Isso porque as oportunidades no país são escassas, haja vista a taxa de desemprego superar, frequentemente, o patamar dos 10%. Nesse viés, torna-se evidente que conseguir um ofício formal no território é tarefa árdua, uma vez que a oferta de mão de obra é deveras superior que a capacidade de absorção pelas empresas, o que acaba levando funcionários a se submeterem a cargas excessivas de atividades só para se manterem empregados. Desse modo, nota-se a ocorrência do fenômeno do Darwinismo Social, isto é, homens se adaptando a uma realidade ambiental que os obriga a trabalharem demasiadamente em prol de suas próprias sobrevivências.

Ademais, cabe ressaltar que a Síndrome de Burnout afeta diretamente a produtividade das organizações. A esse respeito, segundo a International Stress Management Association, órgão internacional que realiza estudos no campo do estresse, os sintomas dessa doença incluem insônia, dor de cabeça e, em casos mais severos, até depressão, quadros esses que minam, significativamente, a capacidade de concentração e, por conseguinte, de produtividade de um ser humano. Portanto, por mais paradoxal que possa parecer, o excesso de trabalho pode desencadear um efeito contrário ao intuitivamente esperado, o que pode ser traduzido em prejuízos de natureza econômica para as firmas, e de saúde para os colaboradores.

Destarte, observa-se como esse problema pode ser grave para o Brasil. Diante disso, urge que o Ministério da Economia incentive a geração de novas oportunidades, por meio de parcerias e concessões de descontos tributários a empresas estrangeiras que se estabelecerem no país, visando, dessa forma, a criação de novos postos de trabalho. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde, a conscientização da sociedade acerca dos malefícios da síndrome de Burnout, através de campanhas publicitárias difundidas em redes sociais e plataformas de streaming de vídeos, com o intuito de alertar os cidadãos para a necessidade de se adotar um equilíbrio entre a vida profissional e particular.