Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 21/10/2020

Certamente, a produtividade é um dos pilares fundamentais na sociedade contemporânea, presente nos afazeres diários e principalmente, no modelo econômico brasileiro. Entretanto, a busca intensa pela produtividade pode gerar a Síndrome de Burnout, também conhecida como a Síndrome do Esgotamento Profissional, que está ganhando destaque nos últimos anos devido ao aumento de afetados pela doença. Sendo assim, é de extrema importância destacar a necessidade de autocuidado e a importância de empresas empáticas, com o intuito de combater essa problemática.

Segundo o filósofo e sociólogo Karl Marx, o capitalismo tem por objetivo o aumento da produtividade, e consequentemente, lucro acima de qualquer outra coisa. Desse modo, a pressão para superar as expectativas, a autocobrança e a extrapolação da carga de trabalho tornam-se cada vez mais frequentes, contribuindo para o esgotamento físico e mental dos trabalhadores e gerando sintomas como insônia, dor de cabeça, pressão alta e até depressão, característicos da Síndrome. Nesse caso, a melhor atitude para o combate da doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a de autocuidado, fazendo a prevenção com um tempo para cuidar de si e fazer o que gosta, em meio à rotina, reflete diretamente em um melhor desemprenho profissional, tendo em vista que é preciso ter equilíbrio entre o pessoal e profissional, tornando-se fundamental para a saúde mental.

Por outro lado, também é interessante que as empresas possam exercer mais a empatia com seus funcionários, visto que a produtividade e o emocional estão intimamente ligados. Ademais, de acordo com a Ana Carolina Souza, sócia da empresa que oferece assessoria e educação corporativa na área de Neurociência Organizacional, um fator contribuinte com a doença pode ser a tecnologia, já que a associação com a ideia do filósofo Bauman com a teoria de Modernidade Líquida com o excesso de informações, nesse caso, pode levar à sensação de sobrecarga. Portanto, é saudável que os gestores contribuam para a prevenção da doença, tendo conhecimento do fenômeno e que sejam mais sensíveis e compreensivos com seus colaboradores.

Diante desse contexto, assim como o filósofo Thomas Hobbes defendia, é necessário que haja intervenção do Estado para o mantimento da ordem. Sendo assim, a OMS, que é um importante agente do mantimento do bem estar, estimule o autocuidado através da divulgação da existência da Síndrome para que a população possa se conscientizar sobre o assunto e fazer a prevenção adequada. Também torna-se relevante que gestores e líderes de empresas sejam mais sensíveis com seus funcionários por meio da prática de empatia, a fim de evitar a doença.