Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 26/10/2020
No filme cinematográfico “Club da luta”, é analisado a relação de trabalho e vida pessoal de Jack, um jovem mecanizado pela vida do trabalho. Nesse sentido, o enredo foca na demonstração de sociedade programada para a realização de tarefas e sua correria no excesso de produção. Fora da trama, é fato como a realidade apresentada traz questões impactantes da síndrome de Burnout na vida social do século XXI, a saber, o trabalho automático e a falta de tempo pessoal.
Em princípio, é considerável trazer o discurso do físico Edward Lorenz, em sua “Teoria do caos”, na qual o caos são situações que, por quaisquer mudanças em suas condições inicias, podem apresentar resultados diferentes no futuro. Nessa lógica, o aumento da síndrome de Burnout na sociedade está em convergência ao pensamento de Edward, visto que a situação inicial de sempre procurar revolucionar o mundo da produção, causa resultados de desvalorização na qualidade de vida das vítimas. Dessa forma, o estimulo da mesma tarefa automática em maior escala, transforma o indivíduo ao seu esgotamento físico e sua saúde mental. Faz-se, imprescindível, por isso, a dissolução dessa conjuntura.
Outrossim, é válido ressaltar que, conforme São Tomás de Aquino, em sua parábola do “Duplo efeito”, a qual explica que uma ação, após efetuada, pode gerar consequências positivas ou negativas. De maneira análoga, a vida profissional da vítima afetada pela síndrome vai de encontro à perspectiva do pensador, dado que o ato de exibir uma carga horaria maior necessária para a realização das atividades nas empresas gera, por consequência, o aumento do cansaço pessoal e desfoco na concentração dos afazeres. Com base nisso, sua saúde e tempo se torna menos importantes e necessárias, sendo prejudicial a ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável quando executado sem consentimento.
Portanto, é importante que tome medidas especulantes para uma construção eficaz da síndrome de Burnout na sociedade brasileira. Para tanto, cabe ao Estado, que tem o poder de fiscalizar e regulamentar suas instituições, em reorganizar novos recursos ao problema, por meio da elaboração de novas formas e mecanismos de trabalho, em promover o descanso necessário a população trabalhista com cargas horarias menos extensas, como também flexibilizar empresas na tensão e pressão no ambiente de trabalho, a fim de restaurar a saúde mental e o desenvolvimento físico nas atividades profissionais. Para que, assim como no “Club da luta”, o personagem Jack, seja um símbolo na sociedade na procura de conscientizar e priorizar a si mesmo.