Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 22/10/2020
A Síndrome de Burnout é um desgaste que prejudica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, levando a um esgotamento profissional. Nesse sentido, o afastamento do trabalho por conta desse problema aumentou em 114%, além de prejudicar o indivíduo de diversas formas, como por exemplo o desenvolvimento da depressão. Com efeito, evidencia-se a necessidade de um maior conhecimento de tal assunto.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que com o avanço da globalização e, consequentemente do capitalismo, o mercado de trabalho exige cada vez mais conhecimento e produtividade do ser humano, exercendo uma pressão diante do mesmo e, com isso, o desejo de ascender economicamente e se destacar dentro da sociedade aumenta. Todavia, o crescimento da competitividade corrobora com o surgimento de diversos problemas psicológicos, como é o caso dessa. Tal distúrbio foi mencionado na literatura médica pela primeira vez em 1974, pelo psicólogo norte-americano Freudenberger que descreveu os sintomas que ele e seus colegas estavam enfrentando. Após essa menção, vários estudos foram realizados sobre o assunto.
Por conseguinte, de acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema e os principais sintomas são irritabilidade, cansaço constante, desânimo e sensação de frustração. Ademais, a intensidade da doença varia de acordo com a carga que cada pessoa se impõe e nas suas cobranças internas. Algumas profissões, como é o caso dos bombeiros, policiais, professores, bancários, médicos e enfermeiros, exigem mais dos trabalhadores e estão entre as que mais afetam o profissional com a síndrome
Diante disso, é mister que o Ministério da Saúde promova palestras educacionais que evidenciem a importância dos psicólogos no combate à síndrome de Burnout, buscando o controle sobre a autocobrança no ambiente de trabalho e incentivando a busca por terapias, a fim de diminuir a pressão e proporcionar o autocuidado. Ademais, cabe ao Poder Legislativo a criação de uma lei que dentro do ambiente de trabalho tenham períodos curtos de descanso e lazer, a fim de promover uma diminuição do estresse e consequentemente da síndrome de Burnout.