Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 22/10/2020

A Síndrome de Burnout está relacionada ao esgotamento e cansaço, devido a intensa rotina e pressão que as pessoas sofrem no dia a dia, principalmente no ambiente de trabalho. No entanto, por mais que esse nome não seja tão conhecido pelas pessoas, infelizmente, grande parte da população brasileira já sofreu ou conhece alguém que sofre dessa síndrome, visto que, de acordo com a ISMA (Internacional Stress Management Association), 30% dos trabalhadores brasileiros possuem os sintomas dessa doença.

Dito isso, é possível notar que isso não é de origem recente, tendo em vista que essa pressão existe desde a Revolução Industrial, em que os trabalhadores foram substituídos por máquinas, e a partir disso, tiveram que provar seu potencial para arrumarem empregos. Contudo, há uma linha tênue que separa o esforço e dedicação do trabalho excessivo. Isso é representado na série “ER”, em que mostra a vida de vários médicos, que, ao tentarem oferecer o melhor tratamento para seus pacientes, as vezes se esquecem de suas próprias vidas, o que acaba atrapalhando no próprio trabalho, uma vez que suas forças são esgotadas.

Além disso, por muito tempo, somente o trabalho escravo era visto como uma prática cruel e desgastante, entretanto, por mais que não haja como comparar, foi possível perceber que muitas grandes empresas seguem um estilo parecido com esse, tendo em vista que estimulam um ritmo de trabalho praticamente impossível, e, por mais que sigam as leis em relação às horas de trabalho, muitas vezes não proporcionam momentos de descontração, e isso é a fórmula perfeita para o esgotamento mental.

Ademais, outro fator que influencia muito é a própria pressão da sociedade, visto que, o ideal que as redes sociais propagam é que é necessário ser prestativo e produtivo em todos os momentos, e isso não existe. Essa questão é mostrada no documentário “O dilema das redes”, em que retrata como a internet tem o “poder” de controlar as ações das pessoas.

Portanto, para que a incidência dessa síndrome seja diminuída o máximo possível, o Ministério do Trabalho deve estimular o autocuidado, por meio de campanhas direcionadas ao âmbito trabalhista. Essas devem contar com a ajuda de psicólogos regulares que fiscalizem o ritmo de trabalho dos funcionários, para que nem a empresa, nem a própria pessoa sofra as consequências de um “burnout”. Além disso, essas campanhas devem estimular a cultura do autocuidado em todos os veículos de comunicação, tendo em vista que essa é essencial para a manutenção da saúde mental, tudo isso com a finalidade de melhorar o ambiente de trabalho e o estado emocional da população.