Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 23/10/2020

Desde a Revolução Industrial, novas condições de vida foram criadas, e houveram transformações nas demandas e relações de trabalho. Dessa forma em um mundo globalizado e capitalista, o que importa, é o lucro portanto em considerações atuais, quem mais trabalha, vive e ganha mais. No entanto as consequências de uma vida focada no trabalho não são positivas. Esse fenômeno é conhecido como a Síndrome de Burnout, que propõe ser um desgaste  físico e mental associado ao trabalho exercido de forma intensa.

O distúrbio foi mencionado na literatura médica em 1974, pelo  psiquiatra alemão Herbert Freundeberg, ao vivenciar a síndrome e observou colegas que mesmo apaixonados pela profissão, adoeceram e se tornaram desinteressados e depressivos, efeitos colaterais comuns da doença. Diante a sociedade atual, foi observado o crescimento de trabalhadores adoecidos pela doença, portanto em 2019 a OMS( Organização Mundial da Saúde) declarou a inserção da síndrome na lista Classificação Internacional de Doenças feita pela OMS, caracterizada como um fenômeno ligado ao trabalho, não uma doença. A maior recorrencia desse fenômeno é causado pela alta demanda das intuições que faltam com ética e moral com seu prestador de serviço.

Segundo pesquisas feitas pelo site da UOL, 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem dessa síndrome, e em 2017, 179 mil adoecidos tiveram que ser afastados de seus cargos por transtornos mentais e comportamentais. Com isso, percebe-se ser uma doença presente no Brasil, sem nenhuma intervenção ou apoio aos funcionários.

Dado o exposto, medidas devem ser tomadas para evitar e tratar psicologicamente os afetados. Iniciativas em prol a saúde dos funcionários como, o desligamento de aparelhos mais cedo, evitar atividades aos fins de semana e acompanhamento  realizado por profissionais no local de trabalho gratuitamente.