Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 23/10/2020
Após o fim da Guerra Fria e da União Soviética, em 1991, o capitalismo, o qual tem como característica o acúmulo de capital a qualquer custo, tornou-se vigente na maioria dos países. Nesse sentido, tal pensamento provoca diversos problemas na sociedade, como o desgaste físico e mental trabalhadores. Portanto, nota-se há a necessidade de combater esse conceito, pois além de afetar no âmbito social, também tem consequências na área da saúde.
Em primeiro plano, cabe a analisar que o comprometimento em excesso com o trabalho afeta no meio social. Nesse viés, a teoria: “Sociedade do Cansaço”, do filósofo Byung-Chul Han, afirma que a exigência de desempenho e de produtividade por afetar emocionalmente. Sob essa perspectiva, é possível notar que essa constante cobrança, pelo fato de afetar no psíquico do indivíduo, torna quase inevitável o desgate mental, o que interfere nos relacionamentos humanos. Assim, por consequência, casos de depressão, isolamento social e até mesmo suicídio pode tornar-se frequente em uma sociedade com tal realidade.
De outra forma, cabe salientar que o compromisso exacerbado com o meio profissional, pode também causar problemas na saúde. Nessa conjuntura, o ator Charles Chaplin, no filme “O Grande Ditador”, cita que “não sois máquina! Homem é que sois!”. Sob esse ponto de vista, essa afirmação pode-se relacionar com a atualidade, pois alguns indíviduos escolhem trabalhar além do necessário, por meio da hora extra, para receberem uma renda além da que lhe é de direito. Dessa forma, é notável que tal prática afeta não só na própria qualidade de vida, como também no sistema de saúde, isso por conta do desgaste físico e da possibilidade de lesão tornar-se mais frequente.
Em suma, fica evidente que há problemas no comprometimento exagerado com a vida profissional. Portanto, é preciso que as entidades governamentais, com a criação de leis, obriguem as empresas de médio e grande porte ou a contratar psicólogos ou a garantir que os trabalhadores possam consultar com esses profissional, pelo menos duas vezes no mês. Ademais, fiscalize frequentemente esses locais para se certificar que as exigências estão sendo cumpridas, caso não, punam-os, pois com essa ação, a saúde mental dos trabalhadores será assegurada. Além disso, é preciso que a sociedade, por meio de denúncias às empresas que imponha cargas horárias além da permitida por lei, cobre do Ministério Público, com campanhas tanto nas mídias quanto nas áreas locais, punições para que ocorra o fim desse abuso, e por consequência garantir a saúde física dos trabalhadores. Desse modo, o método de produção capitalista e a qualidade de vida estarão em equilíbrio.