Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 24/10/2020

Ao longa da história do Brasil é possível perceber desde a revolução industrial em 1930 que o capitalismo conta com a ação de dois personagens: o proletariado e a burguesia. Diferentemente do século XX em que a classe trabalhadora era submetida com obrigatoriedade às longas jornadas de trabalho por parte do empregador, hoje, com o aumento da competitividade e da exigência, essa cobrança é feita por parte da classe trabalhadora a fim de obter melhores colocações em vagas de emprego e consequente ascensão social. Esse quadro tem se mostrado uma problemática para a saude pública uma vez que o número de profissionais com esgotamento físico e mental vem aumentando.

Há diversas causas que levam o indivíduo a chegar esse egotamento conhecido como síndrome de Burnout, são elas: o distanciamento do local de moradia à empresa, fazendo com que esse trabalhador saia de casa cedo e volte tarde; a conecção com o ambiente de trabalho através de grupos de trabalho em aplicativos no smartphone, a busca pela qualificação levando a uma jornada extra após horas de trabalho  e a autoexigência de caráter socieconômico, pois, empregos melhores levam a um status social melhor.

De  forma análoga ao filme O preço do amanhã de Andrew Niccol, as pessoas estão tentando comprar o seu tempo de vida por meio de melhores condições socioeconômicas que o trabalho proporciona, mas na verdade, o trabalho exagerado levam essas pessoas a gastarem o seu tempo com as consequência decorrentes do excesso de trabalho, tais como: dependência medicamentosa, problemas familiares, depressão, problemas psicológicos, ansiedade e doenças cardiovasculares.

Dessa forma, é perceptível que o exagero da autoexigência socieconômica da classe trabalhadora é um problema, podendo ser resolvido por meio de projetos de acompanhamento ao trabalhador com psicólogos e leis internas das empresas para diminuir o contato empresa-trabalhador fora do ambiente de trabalho, tais ações podem ser desenvolvidos em conjunto pelos Ministérios da Saude e Trabalho junto às empresas no Brasil. Tais ações conscientizarão o trabalhador da importância do equilíbrio psicológico e socieconômico para prevenção de doenças e síndrome como a de Burnout.