Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 24/10/2020
Durante o Brasil Colonial, a mão de obra escrava foi de suma relevância para a exploração de riquezas. Ainda hodierno, nota-se de forma inexplícita, a debilidade física e mental relacionados às atribuições profissionais. Essa veracidade, decorre devido a necessidade de manter o lucro de grandes empresários, prejudicando o bem-estar dos colaboradores, sendo até mesmo desrespeitoso com os Direitos Constitucionais.
Em primeira análise, cabe abordar as dificuldades que os funcionários passam no âmbito empresarial com suas atividades, para que as empresas obtenham o retorno esperado. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 33 milhões de brasileiros, tem distúrbios causados por danos profissionais (Síndrome de Burnout), autenticando o desgaste por pressões causadas profissionalmente. Ademais, conforme o poeta e jornalista Abílio Guerra Junqueiro “A felicidade consiste em: trabalho, paz e saúde”, compreende-se que, de nada vale o esforço físico e mental do trabalho, sem a saúde. Além disso, tem-se como espécime, o Mcdonald’s, empresa mundialmente conhecida, com lucros bilionários, em torno de US$ 5,68 bilhões bimestrais, porém, com nível gigantesco de rotatividade de funcionários, que saem por transtornos emocionais. Por conseguinte, assimilamos, que os esforços abusivos, não é saudável para os colaboradores das Companhias.
Por consonância, a higidez dos assalariados, é de extrema importância para o corpo humano. O Artigo 196 da constituição Federal, afirma que “A saúde é um direito de todos”, nesse viés, mantê-la precipuamente nas Organizações é essencial. Outrossim, a Pirâmide de Maslow – Conceito criado pelo norte americano - indica que as necessidades básicas do ser humano, para satisfazer-se profissional e pessoal, mais concretamente, as fisiológicas são primordiais para todo e qualquer cidadão. Á vista disso, compreende-se que o bem-estar dos funcionários é indispensável.
Torna-se evidente, portanto, que a necessidade das empresas manter grandes lucros, na maior parte das vezes, é nocivo a saúde dos funcionários. Assim, cabe a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), por meio de Leis mais rígidas, no que tange ao descanso do funcionário, diminuir a carga horária dos trabalhadores que realizam atividades com alto níveis de estresse, com finalidade de decrescer, problemas relacionados a tal. Além disso, a mídia como forte elemento persuasivo, elaborar campanhas contra o excesso de pressão no trabalho, ressaltando a importância da saúde física e mental. Desta forma, o número de pessoas com doenças adquiridas nas Companhias, irá diminuir drasticamente.