Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 26/10/2020

O trabalhador que se sujeita à uma rotina de trabalho intenso, por um longo período, acaba sendo levado ao limite físico e mental, sentindo-se extremamente cansado, desmotivado e esgotado, ocorrência chamada de Síndrome de Burnout. Nesse sentido, no Brasil, essa manifestação é recorrente, no mercado de produção, uma vez que ele força o colaborador a trabalhar incansavelmente, seja para garantir uma ascensão social, seja pela pressão exercida pelos seus superiores. Dessa forma, convém analisar os motivos que tornaram essa problemática vigente.

Primeiramente, é importante destacar que, somente com a execução, é possível garantir uma melhor condição de vida. Contudo, o excesso dela - principalmente, se não for prazerosa - provoca inúmeros malefícios ao corpo laboral, sendo um deles, como já dito, a Síndrome de Burnout. Segundo a fundação International Stress Management Association (ISMA), três de cada dez funcionários brasileiros sofrem desse mal. Sob essa ótica, o célebre professor Gilberto Augusto, em sua época de cursinho, estudava doze horas por dia - sendo possível pela utilização de drogas: cafeína e estimulantes cerebrais -, assim, sofreu diversos problemas mentais e um infarto, pelo esgotamento de sua energia. Dessa maneira, os afazeres da vida profissional devem ser congruentes com o limite físico e mental dos funcionários, para que se possa, simultaneamente, evoluir e preservar a saúde.

Ademais, com o advento da tecnologia, foi possível que os gestores definam, em qualquer momento do dia, tarefas aos seus subordinados para que façam o mais rápido possível, caso contrário, serão demitidos, assim, corrobora-se para persistência da problemática. Em conformidade com o filme “O Vendedor de Sonhos”, o trabalhador é assediado, constantemente, de pressão exercida pela vida profissional e pelos colegas da empresa para que se tenha uma maior produtividade, favorecendo uma extrapolação da carga horária de trabalho que ocupa, praticamente, todas as horas do dia - acarretando um esgotamento físico e mental do indivíduo. Logo, é mister a tomada de políticas públicas que visem mitigar a Síndrome de Burnout na sociedade hodierna.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para tanto, o Ministério da Saúde deve incentivar, juntamente com o setor midiático, práticas de autocuidado: meditação, atividades físicas, sono de qualidade e psicoterapia. Tal ação pode ser instrumentalizada em comerciais na televisão, lugar em que a maior parte da população tem acesso, mediadas por médicos renomados como o doutor Dráuzio Varella, objetivando a melhora da saúde mental e física do corpo laboral, consequentemente, o fim da Síndrome de Burnout. Desse modo, o Brasil não apresentará realidade semelhante do Gilberto Augusto.