Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 26/10/2020

Ao analisar os fatos é notável que a sociedade está cada vez mais acelerada, exigindo mais esforço dos brasileiros no mercado de trabalho, para que a linha de serviços se mantenha. Contudo, a rapidez com que as pessoas são pressionadas a trabalhar resulta, além de fluidez para a economia, em malefícios para a saúde das mesmas. Tal advento é expressivamente negativo, por isso, é preciso pensar nos trabalhadores enquanto pessoas e não máquinas para, desse modo, reverter o quadro de casos das doenças causadas pelo esgotamento mental dos profissionais.

Com a necessidade de conciliar todas as esferas da vida, o trabalhador deixa de lado sua mente e lazer, uma vez que se concentra nas atividades do emprego. No entanto, esse desiquilíbrio pode gerar a Síndrome de Burnout, uma doença causada pelo excesso de trabalho e a sobrecarga da mente. Dessa forma, o país caminha rumo a um mercado de trabalho desgastante e destrutivo, causando problemas cada vez mais graves aos trabalhadores.

Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman a sociedade atual é líquida, onde se estabelecem relações frágeis que visam o interesse. Nesse sentido, a ideia de um mercado que não valoriza as pessoas mas sim o fruto do seu trabalho concorda com a relação de interesse proposta por Bauman, visto que um profissional carrega níveis altos de estresse e dificilmente consegue dormir, sintomas de uma rotina cansativa e frenética de trabalho. É válido ressaltar que o mundo globalizado contribui diretamente para o intenso movimento das pessoas, e a necessidade de aumentar a economia controla o fluxo de jornadas de trabalho, bem como a ideia do sociólogo, citada anteriormente.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem o esgotamento físico e mental dos trabalhadores. Assim, cumpre ao governo efetivar de maneira mais plena as leis trabalhistas em relação a férias, jornada de trabalho e ao banco de horas trabalhadas, por meio da reformulação das mesmas. Com isso, os profissionais estariam mais seguros de seus direitos, além de saírem do estado de sobrecarga para um estado mais tranquilo, com mente e corpo saudáveis. Ademais, o mercado trabalhista fluiria melhor com pessoas mais dispostas e estáveis.