Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 26/10/2020

Durante o governo de Getúlio Vargas, em 1934, foi criado a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), no qual foi estipulado oito horas diárias de trabalho à população. No entanto, muitos mais possuem essa realidade, visto que as empresas exigem total dedicatória ao serviço, causando a Síndrome de Bornout – doença derivada do excesso de trabalho. Dessa forma, a priorização do trabalho e a falta do autocuidado são agravantes da situação.

Em primeira análise, vale destacar que a priorização do trabalho consome na pessoa, em que se dedica integralmente, refletindo em suas ações e, consequentemente, na vida pessoal. Exemplo disso é a série brasileira “Bom dia, Verônica”, onde a protagonista, Verônica, uma policial escrivã, se dedica à polícia até fora no seu horário, mas acaba se desentendendo e afastando do marido e dos filhos. Nessa óptica, é evidente que o ato de privilegiar o ofício, em virtude da cobrança da instituição, corrobora para o aumento de problemas pessoais decorrentes do excesso de trabalho. Dessa maneira, é substancial mudanças desse quadro de priorização para combater riscos futuros.

Em segunda análise, a falta do autocuidado é outro impasse presente no cotidiano do trabalhador, pois a grande onda de estresse pode afetar o psicológico. Nesse âmbito, segundo Hipócrates, pai da medicina, o acesso ao tratamento das enfermidades deve ser universal. Entretanto, empregados pouco se preocupam com sua saúde mental, em virtude da falta de tempo e pouco incentivo à procura de um profissional, contra dizendo a fala de Hipócrates. Dessa forma, é fundamental intervenção estatal para atenuar essa lacuna existente na vida do funcionário.

Portanto, cabe às gerências das empresas empregadoras garantir que seus contratados não sofram de sobrecarga de trabalho por meio do cumprimento da jornada de trabalho de oito horas diárias, a fim de que seja proporcionado pressão excessiva ao indivíduo. Paralelamente a isso, o Ministério da Saúde, responsável por garantir o bem estar da população, deve exigir das instituições apoio psicológico aos trabalhadores com a disponibilização de consultas psicológicas mensais, a fim de garantir o autocuidado dos funcionários. Assim, o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional poderá ser erradicado.