Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 26/10/2020
Na Grécia Antiga, o ócio era considerado uma importante forma de autoconhecimento dos cidadãos. Nessa época, acreditava-se que, durante período em que o indivíduo ficava livre, sem trabalhar, ele desenvolvia-se tanto na vida social, quanto na vida profissional. No entanto, no século XXI, essa estratégia não se faz presente na sociedade brasileira, haja vista que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome do Esgotamento Profissional, ou Síndrome de “Burnout”, afeta mais de trinta milhões de trabalhadores em todo o país. Frente a isso, é importante analisar que esse alto índice ocorre, sobretudo, em virtude da falta de fiscalização governamental somada à carência de auxílio psicológico para os trabalhadores.
Em primeiro lugar, ressalta-se a escassez de vigilância por parte do governo. Nesse contexto, a Constituição Federal Brasileira assegura que é dever do Estado garantir aos trabalhadores o limite de oito horas diárias na jornada de trabalho. Entretanto, o governo falha com o povo em sua incumbência de proteger esse direito a todos os cidadãos, uma vez que muitos trabalhadores são submetidos a cargas horárias exploradoras. Como prova disso, segundo a Nêmesis, empresa da área de Neurociência Organizacional, a sobrecarga no trabalho na era contemporânea é uma das principais causas da síndrome. Dessa forma, explicita-se a necessidade de medidas para reverter esse cenário.
Além disso, salienta-se a ausência de assistência estatal na saúde mental desses cidadãos. Nesse sentido, não há, na legislação brasileira, leis que garantam aos trabalhadores acesso fácil a atendimento psicológico com profissionais como psiquiatras e psicólogos. Dessa maneira, a falta de assessoria fornecida pelo governo aos assalariados contrubui para a alta taxa de indivíduos com esgotamento profissional, visto que eles não têm acesso favorecido a esses especialistas. A título de exemplo, conforme a OMS, a carência de autocuidado também é impulsora do elevado índice de “Burnout” na sociedade. Por isso, verifica-se a importância de ações estatais nesse âmbito.
Em suma, a insuficiência de policiamento governamental e a escassez de auxílio psicológico fornecido aos empregados brasileiros colaboram para o aumento da Síndrome do Esgotamento Profissional no país. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho, como órgão responsável pela juricidade no mercado de trabalho, por meio de investimento financeiro, aumentar a fiscalização nas empresas, a fim de combater a exploração dos funcionários. Ademais, o Poder Legislativo deve, mediante a sanção de leis rígidas, exigir dessas instituições a contratação de profissionais qualificados, a exemplo de psicólogos e psiquiatras, com o fito de prevenir a sobrecarga desses indivíduos. Assim, com essas ações, espera-se reduzir a taxa da Síndrome de Burnout, que persiste entre os assalariados brasileiros.