Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 23/12/2020

O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa a síndrome de burnout relacionada ao esgotamento físico e mental ligado à vida profissional, percebe-se que o ideal proposto pelo autor está distante da realidade social dos brasileiros. Situações como essas são potencializadas ora pela busca excessiva de lucros pelas empresas, ora pelo avanço excessivo dos meios de comunicação.

Em primeira análise, fundamentando-se na Teoria do Corpo Biológico, proposta pelo sociólogo Émile Durkheim, a sociedade atual funciona como um corpo humano: é necessária a atuação de todos os órgãos em prol do seu pleno funcionamento. Contudo, algumas empresas privadas funcionam como um órgão falho, uma vez que o desejo pelo aumento da produtividade e a busca pela a ascensão econômica fazem com que as empresas invistam em elevadas cargas horárias de trabalho  e com isso, os profissionais atuam sob grande pressão para superar as expectativas do contratante. Consequentemente, com essa rotina desgastante pelo excesso de trabalho, muitas pessoas desenvolvem esgotamentos físicos e mentais, podendo gerar distúrbios como depressão e ansiedade, afetando tanto a vida profissional como pessoal.

Outrossim, o avanço dos meios digitais são um dos fatores determinantes para a permanência da síndrome de burnout. Nesse viés, embora a tecnologia traga muitos benefícios pada o dia-a-dia, ela também pode acarretar malefícios ocasionados pelo má uso, uma vez que a diversidade de canais de comunicação disponíveis leva a uma sensação de sobrecarga  e a uma maior “necessidade” de integração entre funcionário e trabalho, já vez que, na atualidade, as formas de trabalhos estão cada vez mais flexíveis. Com isso, o má direcionamento do uso dos meios digitais podem gerar a sensação de que está trabalhando 24h/dia e, por conseguinte, a necessidade de está acessíveis para o trabalho constantemente, acarretando um esgotamento profissional.

Diante do supracitado, medidas são necessárias para que haja a mitigação desse impasse. Para tanto, urge que os agentes de empresas privadas, invista em atividades de lazer uma vez por semana para os funcionários, e que essas atividades sejam feitas também por meio da contratação e da participação de psicólogos para ministrar palestras acerca da síndrome de burnout, com o intuito de que menos pessoas possam desenvolver esgotamentos físicos em decorrência do trabalho. Ademais, é importante que as empresas, por intermédio de programadores tecnológicos, saibam diferenciar a esfera entre trabalho e casa, com o intuito de que menos pessoas tenham a sensação de que estejam trabalhando de forma integral. Com isso, o ideal de Nietzsche será concretizado.