Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 27/10/2020

Diante das inúmeras situações vivenciadas pela sociedade hodierna, vale ressaltar o caos em torno da necessidade imposta pelos cidadãos acerca da produção contínua de bons rendimentos no âmbito profissional, uma vez que corrobora com o aumento de enfermidades tanto físicas, quanto mentais entre os indivíduos. Para tanto, urgem atos mais enérgicos da sociedade civil, em concomitância, com o Poder Público, com o escopo de amortizar esse percalço da realidade dos brasileiros.

Nessa perspectiva, é válido destacar o pensamento do sul-coreano Byung Chul-Han, visto que em sua obra ’’ Sociedade do Cansaço’’ disserta sobre a atual produção incessante de alto rendimento, o que acarreta, muitas vezes, no surgimento de doenças, como a Síndrome de Burnout que, por sua vez caracteriza-se como esgotamento extremo físico e psicológico. Esse contexto permite também a análise das condições de trabalho impostas aos cidadãos, pois seja carga horária excessiva, seja a exposição a um ambiente degradante, há direta influência na qualidade de vida dos indivíduos. Dessa maneira, é fundamental que ocorra conscientização da população sobre a importância da saúde física e mental.

Ainda, sob esse mesmo viés, é oportuno destacar que a Síndrome de Burnout pode favorecer a existência de casos clínicos de depressão devido ao cansaço exacerbado. Ademais, a depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde, como a doença do século XXI, em função dos índices relacionados a essa patologia serem crescentes, corroborando em casos mais extremos ao aumento também no registro de casos de suicídio. Logo, é essencial a execução de medidas que visem reverter essa problemática do cotidiano dos cidadãos.

Portanto, torna-se perceptível a necessidade de ações mais contundentes em prol da saúde física e mental dos indivíduos. Para isso, faz-se fundamental que o Poder Público, por meio dos Ministérios da Saúde e da Educação, promova periodicamente palestras e mesas-redondas nas instituições educacionais, sendo mediadas por profissionais qualificados, como psicólogos, tendo como público-alvo os estudantes e seus respectivos núcleos familiares. Tal medida possui o fito não só de alertar a população sobre a existência da Síndrome de Burnout, mas também de incentivar que ocorra maior cuidado por parte dos indivíduos para com a saúde física e mental. Apenas assim, poder-se-à consolidar uma realidade em que o imbróglio descrito pelo ilustre Byung Han não ocorra e que os índices referentes à depressão diminuam sensivelmente.