Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 28/10/2020
Parafraseando o filósofo Émile-Auguste Chartier “O Trabalho é a melhor e a pior coisa: a melhor, se for livre; a pior, se for escravo”. Seguindo esta lógica, a síndrome de Burnout tem sido um grande problema desde a revolução industrial e apresenta riscos significativos a saúde dos empregados.
Primeiramente, num passado não muito distante, as revoluções industriais, sobretudo a segunda de 1960, mudaram profundamente as relações de trabalho. Num cenário capitalista que começara a ser globalizado, a demanda por produtividade para aferir lucro se expandiu por adquirir um caráter mundial. Com a chegada da eletricidade e das lâmpadas, a carga horária alcançou picos de até 13 horas diárias, isto somado a crescente urbanização que aumentou a oferta por mão de obra, produziu-se um cenário de extrema pressão por resultados cada vez maiores e de constante medo e receio de ser demitido por existir um outro concorrente querendo tal vaga de emprego. E a partir deste momento histórico em diante, o esgotamento físico e mental adquiriu laços estreitos com a vida profissional competitiva e dinâmica do mercado.
Posteriormente, esta lógica vem causando severos problemas a saúde física e mental dos empregados. De acordo com a International Stress Management Association, 30% dos Brasileiros sofrem com a chamada síndrome de Burnout; que consiste num esgotamento físico e mental num esgotamento físico e mental severo, onde o trabalhador, sobrecarregado de estresse derivado do esforço contínuo e exaustivo de sua profissão, sofre com insônia, enxaqueca, esgotamento físico e em casos mais severas, desarranjo intestinal e até depressão.
Para evitar tais problemas atrelados a síndrome, é necessário que os gerentes, chefes e outros trabalhadores da mesma empresa, estimulem a adoção de práticas de meditação. Em casa ou no próprio ambiente de trabalho, durante uma pausa silenciosa, a execução de práticas de meditação por, ao menos, trinta minutos, tem seus efeitos comprovados cientificamente na redução de tensões musculares, stress, dor de cabeça, e evita a sobrecarga que causa o esgotamento mental. Tal medida como uma prática recorrente, evitaria o excesso de irritação física e mental dos empregados por sua natureza de relaxamento contínuo e duradouro. Desta forma, casos de perca de produtividade, depressão e extremo desconforto físico e mental seriam fortemente reduzidos.