Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 29/10/2020

A síndrome de Burnout é um distúrbio que prejudica aspectos físicos e emocionais de uma pessoa. A mesma é provocada por condições de trabalho desgastantes e leva o indivíduo ao esgotamento total, tornando-se um grande problema para todos os profissionais, e em alguns casos, até mesmo para os estudantes.

Viver em uma rotina de trabalho exaustiva, com muitas responsabilidades, tem se tornado comum nos dias atuais. Fazendo assim, com que o nível de estresse e tensão cresçam exageradamente, logo, causando esgotamento, dores de cabeça, falta de sono e desmotivação, que são os principais sintomas de Burnout. Apesar de todos os profissionais estarem suscetíveis à doença, há também aqueles que estão no grupo de risco. De acordo com algumas pesquisas, esse grupo é formado por professores, jornalistas, atendentes de telemarketing, bancários, agentes de segurança e principalmente, por profissionais da saúde.

Além disso, segundo a psiquiatra Licia Oliveira, professora da Medcel – Cursos Preparatórios Para Residência Médica, “a doença ocorre em um conjunto de personalidade (genética) e condições ambientais. Obviamente, uma pessoa com personalidade mais rígida, que não tolera frustrações, está mais propensa a desenvolver o Burnout”. Ou seja, o distúrbio não está ligado apenas aos fatores externos, este também é influenciado pelo lado emocional e psicológico do indivíduo. Portanto, pessoas perfeccionistas, inseguras, pessimistas ou competitivas também podem ter maiores chances de contrair a patologia.

Levando-se em consideração esses aspectos, a melhor forma de prevenção da doença é montar estratégias que visam diminuir o estresse causado pelo trabalho. Essas incluem a prática regular de exercícios físicos, o não consumo de bebidas alcoólicas, manter-se perto da família e amigos, e sobretudo, separar um espaço na sua vida para as atividades de lazer. Todavia, para os casos mais graves, o tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Por conseguinte, tomadas essas condutas, certamente as vítimas do distúrbio obterão sucesso no tratamento da mesma, e aqueles que não sofrem com a síndrome, poderão evitar contraí-la.