Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 30/10/2020

A síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico causado pela exaustão no trabalho, prejudicando aspectos físicos e emocionais da pessoa. Todo profissional pode desenvolver a síndrome, porém é mais comum nas profissões que exigem envolvimento interpessoal.

A síndrome descoberta em 1976, pelo médico americano, Freudenberger, , quando o mesmo passou pelos sintomas, é mais comum do que parece, segundo a pesquisa da Internacional Stress Management Association (Isma), 33 milhões de pessoas sofrem da Síndrome de Burnout no Brasil, o que significa 30% dos profissionais brasileiros.

O trabalho ocupa grande parte do tempo dos indivíduos e geralmente não proporciona realização profissional, ao contrário disso provoca estresse, exaustão, distanciamento das relações pessoais e até depressão nos piores casos. A psicóloga Ana Maria Rossi descreve a síndrome “A sensação de quem sofre de burnout é a de ter passado dos limites. E não dispor de recursos físicos, psíquicos ou emocionais para fugir daquele beco sem saída”.

Muitas pessoas não sabem mas ao desenvolver Burnout o profissional pode ser levado a um estágio de depressão profunda, sem ter vontade de trabalhar, muito menos possui motivação para isso, podendo chegar a não conseguir levantar da cama, o que é definitivamente preocupante para a sociedade e para as empresas que também acabam sendo prejudicadas quando seus colaboradores são diretamente afetados.

Portanto, é de suma importância que as empresas criem métodos de trabalho e cobrança pensando na saúde mental de seus funcionários, proporcionando folga para momentos de lazer, incentivando a prática de exercícios físicos e disponibilizando profissionais da área da psicoterapia para acompanhar os colaboradores e evitar a síndrome de Burnout que prejudica tantos trabalhadores.