Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 30/10/2020
As Revoluções Industriais foram marcadas por drásticas transformações nas formas de prestação de serviço, principalmente no que se refere à substituição da manufatura pela maquinofatura. Atualmente, a Quarta Revolução traz consigo uma tendência à automação total das fábricas, o que tem causado diversos prejuízos para a vida dos trabalhadores. Desse modo, o temor do desemprego, associado a maus hábitos de vida, intensificam o esgotamento físico e mental e favorecem o surgimento de síndromes, como a de Burnout.
Nesse sentido, a propensão de perder o emprego causa grande aflição à população. Nesse contexto, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ano de 2020 já bate recorde no número de desempregados, quando comparado com a taxa dos anos anteriores, atingindo 13,1 milhões de pessoas. Diante do exposto, o receio da ausência de renda para prover o sustento da família, induz o trabalhador a se submeter a altas cargas de serviço, afim de superar as expectativas do contratante. No entanto, o excesso de tarefas pode ocasionar a síndrome de Burnout, a qual é responsável por causar desgastes que prejudicam aspectos físicos e emocionais do indivíduo.
Ademais, a sobrecarga de trabalho dificulta a aderência aos hábitos saudáveis. Nesse panorama, um estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde revelou que 53% dos trabalhadores estão acima do peso e que 48% não pratica atividade física regularmente. Nessa perspectiva, o exercício físico, além de manter o corpo saudável, promove a liberação de endorfinas, substâncias conhecidas por regularem o estresse e a ansiedade. Contudo, o excesso de tarefas é responsável por limitar o tempo que o colaborador possui para dedicar-se a cuidar de si próprio. Sendo assim, a ausência de um momento para descansar e cuidar da própria saúde, prejudica a qualidade de vida do indivíduo e favorece a aparição de síndromes relacionadas à vida profissional.
Em suma, é substancial a alteração do panorama que evidencia a síndrome de Burnout. Para tanto, o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Trabalho, deve incentivar, por meio de deduções fiscais, empresas que comprovarem a oficialização da contratação de pelo menos 2 funcionários ao ano, afim de reduzir o índice de desemprego, o qual é responsável por impactar a vida de tantos indivíduos. Além disso, as instituições empresariais deverão fornecer palestras motivacionais semestrais aos seus colaboradores, com o objetivo de enfatizar os benefícios de praticar o autocuidado por meio da aquisição de bons hábitos e de melhorar a qualidade de vida desses indivíduos. Espera-se, com isso, minimizar os efeitos do esgotamento físico e mental ligado à vida profissional.