Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 31/10/2020

Em 1974, o médico Hebert Freudenberg notou que seus colegas estavam sempre cansados, sobrecarregados e irritados definindo o quadro como síndrome do esgotamento profissional. Embora deva ser precavida, no Brasil, a síndrome de Burnout é tratada com indiferença devido a falta de empatia das empresas e desconhecimento sobre o transtorno por parte da população.

Primeiramente, a pesquisa realizada pela International Stress Management Association ( Isma) apontou que dos mais de 100 milhões de trabalhadores 30% sofrem com a síndrome de Burnout. Isso acontece porque, as empresas não se preocupam com a qualidade de vida dos funcionários diferentemente da empresa Google que apresenta rotina flexível, creche gratuita, espaços de relaxamento e leitura entre outros benefícios. Com isso, logo após chegar ao esgotamento é necessário o afastamento do funcionário acarretando em problemas a toda cadeia produtiva ,segundo o ISMA, com um prejuízo de 3,5% do PIB. Dessa forma, fica evidente que as empresas precisam ter atitudes que beneficiem os funcionários e consequentemente a elas mesmas.

Ademais, a falta de informações sobre saúde mental bem como o tabu e preconceito aumentam as barreiras da problemática. Em consonância com a filósofa Hannah Arendt, pode-se considerar a diversidade inerente à condição humana, de modo que os indivíduos deveriam ser habituados a convivência com diferentes. Todavia, a educação tem falhado ao formar cidadãos tolerantes com o próximo e reflexivos sobre si mesmos. Observa-se, por consequência, que o próprio indivíduo que está sofrendo com o esgotamento físico e mental não tem ciência do transtorno. Assim sendo, fica claro que esse cenário prejudica a todos e deve ser combatido.

Portanto, medidas são necessários para combater a síndrome de Burnout. Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a mídia, a criação de publicidade acerca das consequências da síndrome de Burnout que forma que todos possam combatê-la pois a saúde mental importa.