Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 29/10/2020

Nome: Yasmin Amanda de Souza

O síndrome de burnout acomete cerca de 33 milhões de brasileiros, segundo a OMS, umas das síndromes mais comuns sendo causados por dois motivos: a sociedade capitalista em busca de consumo e competição e as relações abusivas entre chefia e trabalhadores. Burnout e Stress nasceram no contexto da explosão da produção e consumo no capitalismo.

O trabalho, no modo de produção capitalista, se dá por complexas relações de exploração.  Lara (2011, p. 81) apresenta uma análise marxiana sobre o trabalho alienado ao qual os trabalhadores estão submetidos: “O trabalhador é possuidor da força de trabalho e o capitalista é dono dos meios de produção, mas a mercadoria especial é a força de trabalho que, ao ser explorada, gera a mais-valia…”

Além do mais, há uma relação abusiva entre chefia e trabalhador, trazendo grandes níveis de trabalho em jornadas exaustivas e, assim, desgastando o trabalhador tudo com o objetivo de lucrar, tendo como causa, novamente, o capitalismo. Segundo Migalhas, muitos trabalhadores sofrem diariamente com o excesso de jornada de trabalho.

Portanto, conclui-se que, o capitalismo com as relações abusivas no trabalho tem contribuído para aumentar o número de pessoas desenvolvendo síndrome de burnout e, consequentemente, até o suicídio. Tendo em vista isso, é necessário a intervenção do Ministério do Trabalho e o Governo por meio de palestras informativas e fiscalização por meio de leis mais vigorosas visando jornadas de trabalho menos exaustivas e relações não-abusivas de trabalho tendo como público-alvo os funcionários públicos e trabalhadores em geral, com o objetivo de diminuir e, até acabar com a síndrome de burnout que acomete tantas pessoas hodiernamente