Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 30/10/2020
De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout, que é um desgaste que prejudica a saúde física e emocional de profissionais, deixando-os esgotados por causa de pressões e responsabilidades constantes no ambiente de trabalho, fazendo com que a vida profissional e pessoal fiquem desequilibradas.
Antigamente, a síndrome foi mencionada na literatura médica pela primeira vez em 1974, pelo psicólogo norte-americano Freudenberger que descreveu os sintomas que ele e seus colegas estavam enfrentando. Algumas das inúmeras manifestações do transtorno são: distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, irritabilidade, alterações de humor, falhas de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite, agressividade e depressão. Se a síndrome é causada pelo estresse no seu trabalho, é evidente que você precisará de acompanhamento psicológico.
Além disso, percebe-se que, alguns dos motivos do distúrbio são os salários baixos, condições precárias de trabalho, intensificação e autoritarismo, causando o medo de perder o emprego. A Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que um ambiente de trabalho ruim está entre as causas que podem levar um empregado a desenvolver problemas de saúde física e mental. Existe um cenário pouco favorável para o bem-estar emocional dos trabalhadores dentro das empresas, com chefes frios e sem empatia.
Em virtude dos fatos mencionados, para minimizar os efeitos da síndrome de burnout, é dever do Ministério da Saúde disponibilizar tratamento psicológico isso ocorrerá em empresas uma vez a cada mês, para que os profissionais apresentem uma saúde mental e física de qualidade, revertendo a situação de esgotamento e estresse. Além disso, cabe aos gestores criarem um ambiente de trabalho melhor, fazendo reuniões e discutindo sobre o transtorno, como também planejar uma redução do tempo trabalhado. Para que dessa forma, as pessoas com essa síndrome possam voltar a achar sentido e ter vontade de desenvolver suas atividades profissionais.